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Promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, dia contou com programação especial para trazer aos estudantes reflexões sobre o futuro e inovação

No dia 3 de julho, alunos do 6º ao 9º ano do Fundamental, do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede estadual de São Paulo participaram do chamado Dia D. O evento online foi um aquecimento para o Movimento Inova 2020, que ocorrerá virtualmente nos dias 22 e 23 de outubro deste ano. A programação envolveu os temas centrais de projeto de vida e tecnologia com rodas de conversa, oficinas e a participação especial da atriz, dubladora e cantora Any Gabrielly.

Transmitido ao vivo pelo aplicativo, redes sociais do Centro de Mídias São Paulo (CMSP) e pela TV Educação (canal 2.3 TV Cultura Educação), a proposta foi criar um dia para ampliar o acesso a atividades práticas e experiências significativas a cerca de 2 milhões de alunos.

“A coisa mais espetacular é participar, encontrar um mundo novo. Cada um tem ideias e competências diferentes. Quem sabe, a gente juntando, não cria algo espetacular? Afinal, grandes ideias surgem quando você enxerga problemas a serem resolvidos dentro de casa, no seu bairro, ou na sua escola. Em que você pode inovar no mundo?”, provocou Rossieli Soares, secretário de Educação de São Paulo, na abertura.

O movimento surgiu no contexto do programa estadual Inova Educação, que oferece  atividades educativas mais alinhadas a desejos e vocações de cada aluno por meio dos componentes curriculares de Projeto de Vida, Tecnologia e Inovação e Eletivas. O propósito é permitir uma maior conexão com professores e acesso a tecnologias inovadoras.

“Mesmo diante dos desafios da pandemia, temos de manter esse olhar otimista para frente e olhar o mundo como um lugar em que a gente pode transformar e fazer com que seja melhor. E há várias formas de pensar sobre isso!”, afirmou o coordenador Caetano Siqueira, que comanda a coordenadoria pedagógica da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Confira algumas importantes lições do Dia D.

 

É possível programar sem usar computador

Após participar da primeira edição do Movimento Inova, em 2019, a Fundação Telefônica Vivo voltou no Dia D com uma nova proposta para colocar a mão na massa. Além de serem apresentados conceitos como algoritmo, codificação, depuração, função e parâmetro, os participantes fizeram atividades de programação desplugada, ou seja, sem o uso de um computador.

“A gente acredita que programação e cultura digital são temas muito importantes para entendermos o mundo e nos relacionarmos com ele”, declarou Luciana Scuarcialupi, coordenadora de projetos sociais da Fundação Telefônica Vivo ao dar boas vindas.

Na primeira atividade foram abordados conceitos como comandos de programação e a construção de algoritmos. Também foram definidas instruções a serem seguidas para formar desenhos. Depois foi feito o caminho inverso: de desenhos já prontos era necessário definir quais instruções foram usadas para se chegar àqueles resultados.

“Antes do programador usar o computador e construir um código, ele precisa fazer um planejamento dos comandos. É como se a gente fosse descrever as nossas férias, fica mais fácil separar em tópicos: fui para a casa da minha avó, fiz um bolo e brinquei na rua. E só  depois ir descrevendo item por item. Então, primeiro faz o planejamento e depois pensa no comando em si”, explicou Mônica Mandaji, facilitadora do Instituto Conhecimento para Todos que conduziu o encontro intitulado Olá Mundo, Hora de Programar.

Para a orientadora, o maior objetivo foi disponibilizar ferramentas para entender a programação de forma mais ampla: “unidade mínima, função e padrão são conceitos básicos de todos os programas. Ao entender a lógica, fica mais simples programar e você pode trabalhar com qualquer programa”.

 

É fundamental dar o primeiro passo

“Por mais longa que seja a caminhada o importante é dar o primeiro passo”. Essa frase serviu de inspiração todo o dia de programação do Dia D e foi apresentada na mesa sobre  habilidades socioemocionais.

Os professores e alunos foram convidados a fazer um exercício de imaginação criativa relacionado a projeto de vida. Todos desenharam uma figura humana, que funcionou como uma auto retrato, à qual atribuíram uma paixão, uma competência bem desenvolvida e uma fase que ajudasse a manter o foco e o olho brilhando para cumprir essa vontade.

“Quando a gente projeta nossas ações e faz essas reflexões, mesmo neste momento em que estamos vivendo, conseguimos ser protagonistas para encarar este novo que entrou em nossas vidas e o que precisamos fazer para seguir adiante”, afirmou Edna Aparecida Gomes, do Instituto Ayrton Senna, que conduziu a atividade.

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Debora Garofalo conduz a oficina sobre cultura maker

 

A primeira versão não será perfeita

Debora Garofalo conduziu a oficina sobre cultura maker para a construção de um automato. A palavra vem do grego e significa uma máquina ou robô que opera de maneira automática. “Os automatos já eram muito conhecidos no século XV. Grandes pintores e inventores, como Leonardo da Vinci, já falavam sobre isso”, ensinou a educadora que é também assessora de tecnologia da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

Usando materiais simples como papelão, cola quente e arame, a proposta foi construir um brinquedo que tivesse um mecanismo de alavanca para gerar movimento.

O professor Carlos Magno Sampaio, que mediou a oficina, lembrou que é importante levar em conta, até como conceito científico, que é sempre possível melhorar um protótipo.  “Temos que fazer a primeira vez para descobrir todas as possibilidades desse objeto e depois ir estudando para aprimorá-lo sempre”, analisou.

 

Todas as matérias são importantes

O aluno Marcos Magalhães contou da experiência como vencedor na Mostra Interativa de Robótica e Computação do Movimento Inova 2019. Ele desenvolveu um sistema de comando por voz específico para ser integrado a cadeiras de rodas, dando maior autonomia e liberdade a pessoas com deficiência.

O estudante da Escola Estadual Padre Longino Vastbinder, da cidade de Mogi Mirim (SP), contou que apenas ao ingressar no sistema público conseguiu dar um norte para o interesse que já tinha em programação e desenvolvimento de jogos. Por meio de uma eletiva em robótica encontrou um caminho para se destacar na carreira científica e percebeu ao longo do percurso como as demais matérias também seriam importantes.

“A eletiva que mais encaixava nas coisas que eu gostava era a robótica e o meu orientador me ajudou a ver sentido nas outras matérias. Inglês é importante para desenvolver códigos, por exemplo. Em tudo eu via mais propósito!”, relatou.

 

Não desista dos sonhos por conta de obstáculos

Na roda de conversa mais aguardada do dia, a atriz, dubladora e cantora Any Gabrielly relatou que sempre foi muito dedicada, mas que o apoio da família é fundamental. Para ela, a certeza do que faria em seu futuro só veio ao pisar no palco profissionalmente.

“O momento da minha primeira apresentação me fez pensar: é o que quero da minha vida, vou conseguir viver de arte! Foi a experiência real de estar na indústria, porque na mente é uma coisa e quando você vive é outra”, disse a integrante do grupo Now United.

Ela encerrou ressaltando a importância de se planejar bem cada passo da carreira e deixou uma mensagem de superação, que vale para qualquer profissional em início de carreira: “você vai ouvir muito não! Não se prenda pelo que falam de você, porque todo mundo vai opinar. Mantenha a sua verdade. Se você acreditar e trabalhar muito, uma hora vem. Sempre plante o bem, nunca desista, trabalhe duro e seja autêntico!”.

Cinco lições sobre projeto de vida do Dia D do Movimento Inova
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