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Live promovida pelo Portal Trilhas traz reflexão sobre o ensino híbrido e aponta ferramentas para educadores. Confira!

#Educadores#Parcerias#Trilhas

Pensar de maneira simples, praticar a escuta entre educadores, estudantes e responsáveis, usando as

No dia 2 de setembro, esses conceitos foram debatidos na live Novos olhares para a educação: Ensino Híbrido, a segunda de uma série organizada pelo Portal TRILHAS, fruto da parceria entre Instituto Natura, Fundação Telefônica Vivo e Instituto Península que oferece formação continuada e materiais de apoio gratuitos com foco em educadores alfabetizadores e estudantes de pedagogia interessados no tema.

“A maioria das escolas está vivendo a aprendizagem remota e o híbrido chega com a retomada do presencial. Este tema ganha relevância e precisa ser repensado. Neste novo normal, o que a gente considera híbrido? Como podemos ter um processo que seja bom tanto para os professores quanto para os estudantes?”, questionou Renata Altman, gerente de Projetos Sociais da Fundação Telefônica Vivo e mediadora da roda virtual.

As convidadas Anna Carolina Bruschetta, coordenadora de Projetos de Inovação Social do Instituto Votorantim, e Lorena Carvalho, professora e produtora de conteúdo do canal Professora Coruja, debateram sobre a importância da escuta, dicas práticas de atividades que podem ser desenvolvidas com alunos e a importância do afeto.

Além disso, a professora Mara Mansani, especializada em alfabetização, também deixou gravada uma fala com algumas indicações de práticas pedagógicas.

Foco no simples, na escuta e na troca de experiências

A coordenadora de projetos de inovação social Anna Carolina trouxe um pouco da visão das organizações do terceiro setor sobre os efeitos da pandemia na educação.

Para ela, neste momento de mudanças constantes e foco no digital, a primeira ação precisa ser a escuta das demandas das redes de ensino, o que viabiliza apoiar a formação docente e otimiza a gestão de recursos. Resolver problemas torna-se mais simples quando se está alinhado ao contexto.

“Temos expectativa de que precisa ser algo mirabolante, mas é nas coisas simples e viáveis que as soluções e a inovação acontecem. Quando o professor, com o que tem em casa, mantém o vínculo com o aluno, apesar das dificuldades, isso é inovador”, opina Anna Carolina.

Professora do 1º ano do Ensino Fundamental e criadora do canal Professora Coruja, Lorena Carvalho não acredita em estratégia pronta e valoriza a troca entre professores, conhecendo outras realidades. Ela trouxe o exemplo de uma colega que usou o sistema de som de um carro que vende ovos para poder chegar até seus alunos de uma cidade pequena.

“Às vezes queremos fazer uma superprodução de TV, mas na verdade, um simples áudio do WhatsApp já conecta você aos alunos. Temos que olhar para a nossa realidade”, acredita Lorena.

Anna Carolina lembra que a tecnologia vem para ser uma ferramenta e, como tal, deve se adaptar às diferentes realidades – afinal, o acesso não é igual para todo mundo. No retorno a aulas presenciais, é preciso pensar em como usar meios digitais para complementar o ensino.

“A forma de usar está em nossas mãos: pode ser para construir muros ou pontes. A relevância no ensino híbrido sempre existiu e os docentes têm sempre muita criatividade para engajar os alunos. Agora é otimizar esse olhar em como trazer esse complemento ao ambiente da escola”, defendeu a coordenadora de projetos sociais do Instituto Votorantim.

Práticas pedagógicas para desenvolver com os estudantes

Ao longo do encontro “Novos olhares para a educação: Ensino Híbrido”, as convidadas trocaram sugestões de ferramentas e atividades práticas para professores, pensando em recursos com que educadores, pais e estudantes já estejam familiarizados, e usando a criatividade para unir aprendizado, tecnologia e conseguir engajamento.

Confira abaixo algumas das dicas!

Criando uma história coletivamente: No processo de alfabetização, que tal propor a criação de uma história feita de forma colaborativa? Basta ter acesso a um programa como o Google Drive, que permite o compartilhamento do mesmo arquivo de texto. Em seguida, pode-se começar uma história e propor que os estudantes a terminem, escrevendo um trecho cada.

Redes sociais e podcasts: Os professores podem gravar uma videoaula usando um canal no YouTube. É possível deixar o vídeo fechado e mandar o link específico para pais e alunos, mantendo a privacidade. Em uma aula ao vivo com os alunos, pode usar outros tipos de conteúdo, como podcasts, para embasar discussões.

Aprendendo e brincando: Nuvem de palavras, caça-palavra e até mesmo opções offline. Engajar pelo lúdico cria boas memórias na infância e dá maior significado ao aprendizado. O Kahoot é um site que permitir a elaboração de quiz, com afirmações verdadeiras ou falsas, por exemplo. Para crianças que estão aprendendo as famílias silábicas, é possível usar os objetos da própria casa, propondo, por exemplo, que encontrem um objeto que comece com B, ou com BA, BO, etc… E quem não se lembra de já ter brincado de Elefante Colorido? Na mesma lógica da brincadeira anterior, o professor pode propor a caça a objetos, mas pelas cores.

Sala de aula invertida: nesta metodologia ativa, apresentada na live pela especialista em alfabetização Mara Mansani, os alunos são induzidos a debaterem e trazerem soluções sobre um determinado assunto com base em leituras e reflexões prévias. O professor pode usar diferentes linguagens como vídeos, infográfico, imagens, podcasts para que os estudantes tenham uma base de apoio e fontes de informação seguras. Desse modo, o tempo quando estão reunidos presencialmente torna-se muito melhor aproveitado. Eles já vêm preparados para o debate. Para ir além, eles podem ser provocados a produzirem conteúdos autorais a partir do que foi pesquisado: escrever um texto, gravar um vídeo ou um podcast.

Ensino híbrido mostra como praticar o simples e a escuta sem medo da tecnologia
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