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Apostamos na força transformadora da educação, conectando pessoas ao conhecimento.

Evento promovido pela rede estadual de São Paulo abre espaço para troca entre educadores para promover práticas relacionadas à inovação e tecnologia

#Estudantes#Programaê

Entre 22 e 23 de outubro aconteceu a segunda edição do Movimento Inova, evento totalmente on-line promovido e transmitido pelos canais da rede pública de ensino de São Paulo para valorizar práticas pedagógicas relacionadas a novas tecnologias e temáticas como pensamento computacional, robótica, projeto de vida e ensino de programação.

“Em meio à pandemia, a tecnologia tornou-se uma ferramenta fundamental para o ensino e vem recebendo atenção especial. O Movimento Inova é uma oportunidade de valorizar boas práticas de professores e alunos na rede estadual de ensino”, resumiu João Doria (PSDB), governador do Estado de São Paulo ao abrir o evento.

O secretário de Educação, Rossieli Soares, ressaltou o papel de professores, gestores e técnicos pelo trabalho feito em um ano que demandou inúmeras adaptações de todos e agradeceu aos parceiros do evento, como a Fundação Telefônica Vivo. “A escola tem cada vez mais que significar algo importante para a vida, inspirar a escolher caminhos e a  desenvolver um projeto de vida. Não dá mais para os nossos alunos saírem da Educação Básica sem saber o que o mundo está ofertando”, complementou.

A Hora do Código é um movimento internacional liderado pela Code.org, que tem a Fundação Telefônica Vivo como parceira e representante no Brasil. A iniciativa busca mostrar como é possível aprender um pouco de programação em apenas uma hora! O objetivo é destacar como todos nós podemos usar a Ciência da Computação e conceitos como pensamento computacional para causar um impacto positivo em nosso mundo!

A iniciativa também tem como propósito a troca de ideias e o compartilhamento de soluções relacionadas aos componentes do Inova Educação – projeto de vida, eletivas, tecnologia e inovação. Nos dois dias ocorreram palestras, oficinas, além de um hackathon, uma Mostra Interativa de Robótica e Computação Criativa, além de uma Feira de Ciências.

Luciana Scuarcialupi, coordenadora de projetos sociais da Fundação Telefônica Vivo, abriu uma das mesas do evento e contou que o evento também marca o início da campanha da Hora do Código no Brasil. “Se antes precisávamos aprender a falar em público, hoje o mundo do trabalho demanda outras habilidades: conseguir traduzir essa linguagem dos computadores e transformar o monte de informação e dados que recebemos diariamente em conhecimento de verdade”, afirmou.

Confira abaixo alguns dos assuntos que marcaram o Movimento Inova:

Construindo conhecimento junto dos estudantes

Na roda de conversa Sei que é importante, mas não tenho segurança para fazer! A cultura digital e o Pensamento Computacional em sala de aula, o professor José Diego de Melo, facilitador do Instituto Conhecimento para Todos, contou sobre sua atuação em escolas do interior de Pernambuco. Com muita criatividade, professores e alunos foram desenvolvendo o olhar para utilizar os recursos disponíveis no estudo de conceitos de robótica, fazendo conexão com Arte, Matemática, Física e Língua Portuguesa.

“Todo professor tem uma bagagem incrível! Não preciso ter um mega laboratório para trabalhar esse assunto”, contou Diego. Dessa forma, materiais de limpeza, vasilhames, garrafas pet, madeira, papelão foram transformados em insumos para um desafio lançado pelo professor: fazer engenhocas que se movimentassem usando uma reação química.

Foram criados de carrinhos a barcos e foguetes. E, a partir disso, os próprios alunos tiveram a ideia de organizar uma competição. Os projetos de ciência acabaram envolvendo a comunidade escolar: professores, funcionários, parceiros e colegas de outras escolas.

“A robótica surgiu exatamente dessa necessidade de solucionar problemas para os seres humanos e o mais legal é que as pessoas vão aparecendo para contribuir também. Você pode usar materiais que já existem no seu ambiente e transformar aquilo para a sua matéria e prática educacional”, afirmou o educador.

Já a professora Isabel Cristina Gonzaga trouxe a vivência com a disciplina dentro do componente de projeto de vida na Escola Estadual Professor Mauro de Oliveira. Ainda que tivessem laboratório e kits prontos com peças como placas de arduíno, ela conta que foi fundamental contar com parcerias como o programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo.

A educadora conta que o ensino de robótica começou em 2018 e foi evoluindo com o tempo. Os professores de todas as disciplinas foram se envolvendo e percebendo como o assunto poderia dialogar com o que está estabelecido na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e a direção também teve um papel importante de incentivo aos educadores.

“Avançamos na pesquisa e no material: resistores, fios de cobre etc… A minha curiosidade também foi avançando, junto com a dos professores e de toda a escola. A cada semana a gente tentava algo novo: piscar o LED, será que a gente consegue? Os projetos foram fluindo e aí já estávamos em um projeto de um drone”, relata.

Para ela, um dos projetos que mais marcou foi o de um estudante que decidiu construir uma chocadeira, pois a família tinha um sítio. “É importante darmos alegria e fazer o aluno sonhar. Então verificamos quem poderia doar materiais: isopor, porca, um pedaço de vidro… E assim fomos atrás. Às vezes, ele usava a hora do almoço, ficava sem dormir, foi batalhando, batalhando e aquilo funcionou!”, contou, orgulhosa, a professora.

Aprendendo com autonomia

Na palestra Projeto de Vida: As competências digitais no mundo do trabalho, Karen Kanaan, sócia da 42 São Paulo, trouxe a experiência da escola de programação que é totalmente gratuita e aberta a qualquer pessoa maior de idade. O processo de seleção envolve testes de lógica, aplicados de forma gamificada, mas não é preciso ter experiência alguma com o mundo da tecnologia. O único pré-requisito é ter muita disposição em aprender de forma autônoma e colaborativa.

“Não tem uma única pessoa que detém o conhecimento a ser compartilhado, o aprendizado é entre os pares. Todo mundo que chega ali tem um conhecimento para ser dividido, as pessoas aprendem umas com as outras com autodisciplina e autogestão. Você precisa gerir o seu tempo, como vai tocar o seu dia. Cada aluno é singular e tem um ritmo e um tempo para existir nesse lugar”, resumiu a gestora.

O cadete (termo pelo qual os estudantes da 42 SP são conhecidos), Davi Moreira, de 28 anos, relatou sua trajetória. Morador do Capão Redondo, bairro da periferia de São Paulo, e vindo de uma formação em Ciências Econômicas e de um emprego no mercado financeiro, ele queria mudar de carreira e aprender a programar.

Em um primeiro momento ele pensou que o mundo da tecnologia estava muito distante de sua realidade. “No espaço da 42 todo mundo ensina e aprende também. E mesmo quem não sabe nada ensina também. Você enxerga por uma ótica diferente ao guiar alguém, porque quem está aprendendo tem uma maior flexibilidade em como pensa”, relatou.

Com uma bolsa oferecida pela escola de programação, ele se dedicou 100% aos estudos no processo seletivo e agora dá os primeiros passos nessa nova carreira, sempre atuando de forma colaborativa. “Se tem uma atividade que ninguém sabe, vai na tentativa e erro. Essa forma de aprendizado é muito rica, porque na vida real é você que vai resolver e dessa forma você testa a sua linha de raciocínio”, disse.

“Quando a gente fala sobre projeto de vida, independente de qual seja, vale a pena se perguntar o quanto a tecnologia está nele. Ela deixou de ser um segmento e é uma transversal. Está em tudo: para pedir uma comida ou um táxi, para se comunicar com a família, para trabalhar. As competências digitais são 100% humanas, porque envolvem autonomia, lidar com erros, entre outras”, apontou Karen Kanaan.

Como colocar a mão na massa

O evento também contou com muitos momentos de colocar em prática os temas ligados a programação, pensamento computacional, robótica e tecnologia. Tudo pensando na construção de projetos de vida que dialoguem com a sociedade do século XXI.

Na oficina Planejando meus estudos com o Pensamento Computacional, a professora Mariana Clini, também facilitadora do Instituto Conhecimento para Todos, propôs planejar os estudos usando os quatro pilares do pensamento computacional: Decomposição, Reconhecimento de Padrões, Abstração e Algoritmo.

A proposta foi desenvolver essa parte teórica dentro de atividades do dia a dia, levando em conta que são os humanos que ensinam os computadores a pensar e a processar a informação e que é preciso dominar a forma e a linguagem mais adequada para alcançar esse objetivo. Acompanhe abaixo a oficina completa:

Já na oficina Quando a robótica conversa com a Física a gente se diverte!,o professor José Diego de Melo, facilitador do Instituto Conhecimento para Todos, trouxe conceitos de robótica sustentável, que é uma metodologia criada através da robótica educacional e a robótica livre, com a inclusão de conceitos como reutilização, reciclagem e ressignificação de materiais reciclados e eletrônicos. Conheça mais da atividade no vídeo abaixo:

Movimento Inova valoriza pensamento computacional e o mundo da tecnologia
Movimento Inova valoriza pensamento computacional e o mundo da tecnologia