Pesquisa mapeia o uso de tecnologias e de ferramentas digitais nos espaços educativos

14 de janeiro de 2016

A publicação online “TIC Educação 2014” mostra como as escolas e os alunos têm se apropriado de ferramentas digitais.

A tecnologia é um território que flutua, adaptando-se para potencializar outros ambientes. Quando se encontra com uma área favorável, como a educação, pode gerar inovação e transformar espaços tradicionais, como a própria escola. Não é mais possível desassociar os processos educativos dos aparatos tecnológicos e da democratização da informação que a internet possibilitou. As TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação), então, assumem um papel revolucionário dentro da educação do século XXI.

A iniciativa abrange todos os meios técnicos para tratar e auxiliar a comunicação, sejam eles computadores, hardwares, redes ou telemóveis. “Na educação, pode ser usada de diversos modos: dentro da gestão da escola, como ferramenta administrativa para os professores, bem como no uso pedagógico tanto para educadores quanto para alunos”, explica Maria Eugenia Sozio, analista do Cetic.br, departamento do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR).

O NIC.br implementa as decisões e projetos do CGI.br (Comitê Gestor da Internet do Brasil), que há cinco anos mapeia o uso das TIC dentro da educação, reunindo os dados coletados em uma pesquisa com resultados anuais. A demanda por entender como a escola lida com as ferramentas digitais parte dos órgãos públicos e da própria sociedade. A pesquisa avalia a infraestrutura das tecnologias da informação e da comunicação tanto nas escolas públicas quanto nas privadas e tem como fontes diretores de unidades, educadores e alunos.

A pesquisa TIC na Educação 2014, lançada em setembro de 2015, constata: é de interesse tanto dos alunos quanto dos professores a apropriação e utilização de computadores e internet dentro das escolas.

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Para que a inovação aconteça, a escola tem de estar disposta a abraçar as TIC, evitando medidas proibitivas. O estudo aponta, também, que estados brasileiros instituem práticas restritivas com relação às tecnologias, em especial a telefonia móvel, responsável por 79% do acesso à internet dos alunos. “Não pode existir uma diferenciação grande entre o mundo online e offline, porque isso segue na direção oposta da realidade das crianças e dos adolescentes. Um tablet ou celular, quando bem usados, podem servir como poderosos equipamentos pedagógicos”, acredita Maria Eugenia.

A pesquisa “TIC Educação 2014” identifica um crescente no uso desta ferramenta por professores para preparar conteúdo – 82% o fazem. Embora a parcela de educadores que as utilizem com os alunos seja menor (28%), percebe-se um desejo genuíno de transformação. A Fundação Telefônica Vivo acredita que uma educação inovadora só pode acontecer se aliada à tecnologia. Para tanto, investe em iniciativas que utilizam ferramentas digitais aliadas a metodologias inspiradoras, como os projetos Escola Digital e o Escolas Rurais Conectadas.



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