Professora usa produção colaborativa para produzir quiz e vídeos com estudantes

30 de setembro de 2020

Educadora de Sergipe se reinventa na pandemia e usa conhecimentos adquiridos em curso da plataforma Escolas Conectadas para desenvolver atividades junto com seus estudantes


Antes da pandemia causada pelo Covid-19, a professora Lucenilde Rodrigues Santos conduzia suas aulas presencialmente no Colégio Estadual João Dias Guimarães, em São Francisco (SE), e no Colégio Nossa Senhora das Graças, na cidade vizinha Propriá (SE). Com 24 anos dedicados ao magistério, se viu apreensiva em depender da tecnologia e do ensino remoto e, assim como muitos educadores, também sentiu um impacto em sua saúde mental.

“No início do distanciamento, eu desenvolvi até um início de pânico, ansiedade, depressão, por passar muitos anos lecionando bastante, muito tempo interagindo, e de repente tudo parou. Fiquei em casa me sentindo ociosa, vazia”, relata Lucenilde.

Para lidar com a situação, ela resolveu estudar e, seguindo uma mensagem enviada pela diretora de uma das escolas em que leciona, se inscreveu no curso Produção colaborativa de conhecimento: redes para multiplicar e aprender, uma das formações gratuitas da Escolas Conectadas.

A plataforma é parte do Profuturo, programa global da Fundação Telefônica Vivo e da Fundação Bancária “la Caixa” que tem entre seus principais pilares o apoio a educadores na promoção da inovação educativa e no desenvolvimento de competências do século XXI.

Segundo a educadora, o curso foi um incentivo para aplicação de novos recursos. “Trouxe amplitude ao conhecimento nas diversas áreas do saber, fazendo uma conexão com recursos tecnológicos, ensinando a aplicá-los em todo contexto de pesquisa e diagnóstico da aprendizagem”, afirma.

 

Quiz sobre a Língua Portuguesa

A professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação escolheu aplicar com seus alunos do primeiro ano do Ensino Médio os conhecimentos trocados a partir do curso. A atividade foi batizada de Quiz da Nossa Língua Portuguesa.

Durante uma chamada no Google Meet, a turma foi separada em grupos responsáveis por uma das áreas da disciplina: semântica, ortografia, sintaxe e morfologia. Os alunos baixaram um aplicativo de perguntas e respostas e cada grupo elaborou enunciados para que integrantes de outros grupos pudessem responder. O grupo da Semântica tomou a posição de jurado, avaliando se os enunciados tinham significados coerentes e coesos.

Os enunciados eram lidos em voz alta e alguns alunos escreveram pequenos versos poéticos, declamando ao vivo para os colegas. Pais e familiares se juntaram à brincadeira, ajudando na transmissão dos filhos, orientando declamações e auxiliando em respostas difíceis. Depois da brincadeira pedagógica, os alunos selecionaram alguns dos enunciados e criaram um Mural de Informações, exibindo as próprias criações em uma apresentação de slides. Alguns alunos criaram até um vídeo no aplicativo TikTok para compartilhar seus enunciados.

“O tempo passou voando! Acabei até adentrando a aula de Geografia! Saí pedindo licença, mas o professor acabou participando conosco, sugerindo que as questões também envolvessem a disciplina dele”, relembra.

 

Integração de saberes e produção de vídeos

Lucenilde conta que está se organizando para estudar ainda mais, pois afirma ser um exemplo de como a formação continuada e o uso de tecnologia podem impactar a vida dos profissionais da educação. “Sei do grande valor desta plataforma, principalmente nestes tempos tão difíceis que estamos vivendo. Até novas propostas de trabalho eu recebi!”.

Enquanto isso, ela continua executando atividades com seus estudantes, buscando explorar uma integração de saberes que tragam reflexões em diversas áreas do conhecimento, trabalhando a Língua Portuguesa por meio de dramatizações, músicas, poesias e criando vídeos em curta-metragem.

“Transformo a minha metodologia em uma verdadeira diversão com foco para o principal: a aprendizagem. Além de tudo, busco explorar as habilidades artísticas dos meus alunos em produções textuais e encenações. E, para que tudo isso se transforme em algo prazeroso e construtivo, eu também enceno e componho junto com eles”, afirma a professora Lucenilde.

A educadora compartilhou alguns vídeos produzidos em homenagem ao bicentenário do Estado de Sergipe por meio de composições poéticas e explorando a linguagem como base para a junção de conhecimentos históricos, artísticos e literários. Confira:

 

Fique ligado para se inscrever nas próximas turmas do curso Produção colaborativa de conhecimento: redes para multiplicar e aprender. Acesse a plataforma Escolas Conectadas para mais informações sobre esta e outras formações!



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