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Com o apoio do Aula Digital, a iniciativa proporcionou a transmissão de aulas a distância para os alunos da rede pública de ensino estadual e municipal em canais de televisão aberta, sites e aplicativo

#AulaDigital#Educadores#TecnologiasDigitais

A pandemia da Covid-19 provocou mudanças nas atividades escolares brasileiras. No estado do Amazonas, durante a paralisação das atividades presenciais, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) adotou o projeto “Aula em Casa”: uma solução multiplataforma para a transmissão de aulas a distância para os alunos da rede pública de ensino estadual e municipal em canais de televisão aberta, sites e aplicativos.

Enquanto a rede estadual já contava com atividades gravadas para as turmas do 6º ao 9º ano, a Prefeitura de Manaus, através da Secretaria Municipal de Educação (Semed– Manaus) produziu os conteúdos educativos para as turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.

Produção das aulas

O processo inicial, entre a definição dos conteúdos e gravação das aulas, durou pouco mais de duas semanas. As videoaulas foram realizadas no Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam) e estão disponíveis no canal “Aula em Casa no Amazonas”, na TV aberta (canal 2.5 ou 32.5, da TV Encontro das Águas) e na plataforma Saber+ / Escola Digital, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo e do Instituto Natura, que conta com recursos pegagógicos selecionados por especialistas e conecta secretarias municipais e estaduais a objetos digitais de aprendizagem (ODAs).

A Fundação Telefônica Vivo, por meio do Aula Digital ProFuturo, apoiou a construção dessas aulas através da Fundação Vitória Amazônica, parceiro executor local. Foram oferecidos a formação e assessoramento para o uso de tecnologia na educação a professores de Língua Portuguesa e Matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental da rede municipal. O objetivo era proporcionar recursos tecnológicos educativos que contribuísse para aulas criativas e dinâmicas.

Tanto para a equipe da Semed como para a equipe do Aula Digital, o uso da televisão como instrumento de ensino foi algo novo.

“Os educadores precisaram fornecer suporte aos pais e alunos dos mais diversos níveis. Soma-se a isso o desafio de refletir, planejar e gravar aulas televisivas”, relata Ana Cristina Ramos de Oliveira, Coordenadora Executiva Adjunta e Gerente do Projeto Aula Digital na Fundação Vitória Amazônica.

“A maior dificuldade foi, sem dúvida, preparar o professor para a gravar as aulas televisionadas. Eles precisaram aprender a olhar para a câmera de forma que não ficasse algo mecânico e sobre a entonação da voz”, complementa Vera Lucia Lima, chefe da divisão do Ensino Fundamental da Semed.

Os formadores do Aula Digital auxiliaram a construção de mais de 145 aulas utilizando os conteúdos ProFuturo. Houve suporte na produção textual, criação de imagens, vídeos, paródias, roteiro, tirinhas e auxílio em ideias relativas ao uso da Realidade Aumentada.

Além do ensino remoto

O Projeto Aula em Casa não ficou restrito a transmissão de aulas pela TV ou internet. Os professores da rede municipal ofereceram diariamente suporte aos alunos por aplicativo de conversa. Eles esclareceram dúvidas, elaboraram e disponibilizaram exercícios para fixação dos conteúdos.

A Semed também ofereceu formações aos professores relacionadas ao uso de recursos tecnológicos na educação, por meio da Fundação Vitória Amazônica, para que eles estivessem aptos à nova dinâmica e realidade imposta pela pandemia.

Para atender os alunos que não conseguiram acompanhar o ensino remoto foram elaborados e impressos materiais educativos. Também foram confeccionadas atividades para a educação infantil por meio do programa “Eba! Vamos Brincar!”.

Engajamento

Existem 244 mil alunos na rede municipal de ensino em Manaus, e de acordo com a Semed, na capital do Estado, cerca de 190 mil estudantes têm participado do “Aula em Casa”. Ainda segundo a Secretaria Municipal, o índice de engajamento dos alunos no projeto passou de 44% em abril para 79% em setembro. Já o engajamento dos professores passou de 62% para 90% neste mesmo período.

A chefe da Divisão de Ensino Fundamental da Semed, Vera Lúcia, conta que a Secretaria trabalhou no engajamento dos estudantes mas também das famílias. “Os diretores de escola, os pedagogos, os gerentes pedagógicos, a equipe toda se envolveu nesse processo de engajamento da família”. Para Vera Lucia, a pandemia trouxe como ponto positivo a aproximação dos pais com a educação das crianças, com os professores e com a escola.

A gerente da Fundação Vitória Amazônica, Ana Cristiana Ramos, pontua que incluir o uso das tecnologias educacionais e competências socioemocionais nas formações dos educadores permanece um desafio para que estes possam lidar com as mudanças e crises enfrentadas daqui pra frente, mas se mostra otimista quanto aos resultados do projeto.

“Renovamos a convicção de que o uso das tecnologias educacionais pode tornar a aula presencial ou remota dinâmica e significativa, além de ser uma ferramenta capaz de contribuir na resolução de problemas relacionados à aprendizagem. Sem dúvida, mesmo com a retomada das aulas presenciais, os recursos tecnológicos estarão cada dia mais presente no ambiente escolar”, acredita Ana Cristina.

Vera Lucia também concorda e já não consegue imaginar o processo de aprendizagem das crianças sem as plataformas digitais. “Todo o mundo vestiu a camisa, não só do projeto, mas para garantir o direito à educação. Vamos levar esta experiência para a vida, estamos imersos no mundo tecnológico e não podemos mais ficar fora dele”, conclui.

Projeto "Aula em Casa" de Manaus oferece aulas televisionadas para 190 mil estudantes
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