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Apostamos na força transformadora da educação, conectando pessoas ao conhecimento.

Eles colaboram para o acesso de redes de ensino brasileiras e educadores a conteúdos da plataforma Escola Digital, proporcionando dinamismo, interatividade e conectividade às práticas pedagógicas em sala de aula.

#EscolaDigital#Parcerias#TecnologiasDigitais

Uma rede é composta por agentes em conexão que tem um objetivo comum: fazer a diferença. Sendo os educadores tão centrais na transformação da sociedade, a troca de experiências e a busca por ferramentas é fundamental para sua prática. A plataforma Escola Digital construiu essa dinâmica através da curadoria de especialistas em educação.

Escola Digital é uma iniciativa da Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Instituto Natura, e conta com o apoio da Fundação Lemann e da Fundação Vanzolini.

Trata-se de uma Rede Nacional que conta com 499 curadores responsáveis por avaliar, organizar e selecionar o acervo gratuito da plataforma com mais de 30 mil opções de conteúdo, entre eles planos de aulas, roteiros de estudo, mapas interativos, jogos e demais recursos digitais. Tudo isso com o propósito de orientar os educadores no uso da tecnologia de uma forma eficiente e significativa para os estudantes.

Em 2020, esse trabalho exigiu ainda mais dedicação dos curadores para a adaptação dos materiais ao ensino remoto, imposto pela pandemia de coronavírus. Dessa forma, as 21 secretarias de educação do Brasil – sendo uma rede de ensino municipal e 20 redes de ensino estaduais, que já utilizam a plataforma, foram impactadas diretamente pelas contribuições dos curadores.

Escolas na Rede: Inclusão e educação bilíngue

“Ser curador é como ser um ourives do conhecimento. Esse trabalho é de vital importância para a plataforma, pois ao separar os materiais e os roteiros, oferecemos mais opções para os educadores”, diz Artur Maciel de Oliveira Neto, educador e intérprete de Libras da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte. Ele também atua no Centro Estadual de Capacitação de Educadores e Atendimento ao Surdo (CAS), no município de Mossoró (RN).

A trajetória de Maciel com a educação inclusiva começou em 2002, quando a oferta de educação bilíngue em escolas e serviços públicos passou a ser lei. Na época, ele se voluntariou para ser auxiliar de um projeto da prefeitura da cidade, que tinha como objetivo organizar propostas educacionais que fizessem uso da linguagem de sinais.

Quando foi indicado pela Subcoordenadoria de Educação Especial (SUESP) para ser curador da plataforma Escola Digital, percebeu que o conteúdo era muito relevante, mas faltava um direcionamento específico para questões de acessibilidade, tanto para deficientes visuais quanto auditivos.

Ao lado de Mifra Angélica Chave, ele faz a curadoria de conteúdos e adapta roteiros de estudo bilíngues — em português e em Libras — voltados para estudantes do 3º ano de Ensino Médio. Com o tempo, esse projeto também passou a atender outras demandas, como criação de materiais direcionados a abordagem de questões sanitárias, incluindo a pandemia de Covid-19.

“O nosso diferencial é oferecer um material acessível e que atende a todos. Após alguns professores terem visto como o trabalho impacta a vida de seus estudantes, a procura de roteiros bilíngue para as crianças do Fundamental I aumentou. Nossa esperança é que, com o tempo, os professores de todos os níveis pensem no material usando a acessibilidade como filtro”, compartilha Maciel.

O educador acrescenta, ainda, que o planejamento dos roteiros é feito de acordo com os conteúdos da rede estadual e conta com recortes específicos para o contexto local.

Escola Web: Laboratórios de Aprendizagem Interdisciplinar

Já em Alagoas, a Secretaria Estadual de Educação criou laboratórios interdisciplinares para que os curadores pudessem desenvolver roteiros de estudos baseados nos recursos disponíveis no projeto Escola Digital, contemplado na plataforma local Escola Web.

“O curador é um formador que consegue enxergar em meio à extensa quantidade de informações o conhecimento que pode ser revertido em desenvolvimento significativo. Nesse sentido, o trabalho da Escola Digital é trazer esse filtro para que o educador possa fazer bom uso dos recursos digitais em prol da educação”, resume Ricardo Martins, gestor de políticas educacionais na Secretaria de Educação de Alagoas.

Durante a pandemia, os laboratórios de aprendizagem foram organizados dentro da estratégia do Regime Especial de Atividades Escolares Não Presenciais (REAENP), onde os planos de aula e roteiros foram criados de acordo com temas geradores, que podem ser usados como ponto de partida para o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos em diversas áreas.

“Antes havia certa resistência por parte dos professores em fazer uso dos recursos digitais regularmente, mas acreditamos que a partir deste ano o uso dos laboratórios, dos roteiros e da curadoria seja ainda mais necessário contemplando um modelo híbrido e conectado com a realidade dos estudantes”, prevê o educador.

Partindo da mesma perspectiva, o curador Adevan dos Santos, que também é professor de Ciências e Matemática, especialista em Gênero e Diversidade e Técnico de Inovação em Tecnologias Educacionais, acrescenta que a experiência com os recursos da Escola Digital permitiu levar critérios de qualidade e acompanhamento para os educadores da rede de ensino alagoana.

“Os educadores estão fazendo um trabalho colaborativo para alcançar os estudantes que não tem acesso à internet, imprimindo os materiais, levando em cada comunidade e estabelecendo o vínculo com as famílias. Ter os roteiros desenvolvidos com auxílio da curadoria faz com que o engajamento dos estudantes aumente e as chances de abandonarem a escola durante esse período diminua”, compartilha Adevan.

Quem são os curadores que potencializam a formação de professores na Escola Digital
Quem são os curadores que potencializam a formação de professores na Escola Digital