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Em webinar organizado pela rede CBVE, 14 institutos empresariais compartilharam os desafios e as soluções encontradas para manter os voluntários engajados durante a pandemia

#Voluntariado#VoluntariadoDigital

A pandemia de coronavírus provocou uma série de mudanças e adaptações na forma como enxergamos e nos relacionamos com o mundo. Apesar de todos os desafios no campo social e econômico, houve também um despertar para a potência da solidariedade, que mobilizou pessoas, organizações e empresas a oferecer apoio a quem mais foi afetado pela crise de saúde pública global.

Segundo dados lançados recentemente pelo IBGE, em 2019, 6,9 milhões de brasileiros se voluntariaram por uma causa, contabilizando 300 mil pessoas a menos que no ano de 2018. Ao que tudo indica, este número voltará a crescer a partir de 2020, sobretudo no que diz respeito a ações de assistência básica.

No dia 28 de agosto, data que celebrou o Dia Nacional do Voluntariado, a rede de empresas e institutos CBVE (Conselho de Voluntariado Empresarial) reuniu os parceiros em um webinar intitulado “A Solidariedade que Contagia o Voluntariado Corporativo”, confirmando esta tendência e apresentando as ações dos programas de voluntariado que foram reorganizados durante o período de isolamento social.

“Entendemos que deveríamos organizar um painel com a participação de nossos associados para apresentar a sociedade o posicionamento que foi adotado em prol daqueles que mais precisam e, nesse sentido, compartilhar os caminhos que temos seguido para garantir um futuro que não deixe ninguém para trás”, disse Carolina Müller, secretária executiva do CBVE, na abertura do evento.

Assistência primeiro, estratégia depois

Entre os 14 associados apresentados ao longo do webinar, nomes como Fundação Telefônica Vivo, Instituto C&A, Itaú Social, Amil e muitas outras organizações próximas da sociedade civil, mostraram que alocar os recursos diante da pandemia é o caminho para a construção de soluções colaborativas em um mundo sustentável.

Embora cada programa de voluntariado tenha suas particularidades, a maioria deles optou por interromper, momentaneamente, os pilares estratégicos para priorizar ações voluntárias assistenciais, como aportes financeiros para instituições parcerias, arrecadação de cestas básicas, kits de higiene, confecção de máscaras e distribuição de EPI’s, respiradores e assistência a distância.

“Estamos passando por um momento desafiador para todos, tivemos que nos reinventar e acho que o mais importante nesse momento é saber ler o contexto. Falamos muito em programas estratégicos de impacto, mas este ano entendemos que as pessoas precisavam do básico, do assistencial e do emergencial”, relatou Bruno Fioravante, analista de projetos sociais no Instituto Camargo Corrêa.

Segurança e amparo aos colaboradores

Outra preocupação do voluntariado empresarial neste momento foi preservar e garantir a segurança dos colaboradores. As ações, geralmente orientadas em um modelo presencial, foram substituídas por iniciativas remotas e também houve uma preocupação com a saúde mental dos voluntários.

“Nossos colaboradores trouxeram muitas dúvidas e inseguranças. Fizemos listas para ajudá-los nessa frente de doações e buscamos oferecer alternativas para autocuidado, como aulas de mindfulness, palestras de incentivo, lives com psicólogos. Só assim conseguiremos enfrentar esse momento coletivamente e ter forças para apoiar as comunidades mais vulneráveis”, afirmou Carolina Gouveia, coordenadora da área de responsabilidade social da Wilson Sons.

Mesmo no caso da Sabesp, que não paralisou as ações presenciais por se tratar de uma causa essencialmente presencial, todas as medidas de segurança foram tomadas para que o time de voluntários estivesse protegido.

“A Sabesp está dentro da casa das pessoas e o acesso à água é um direito fundamental, sobretudo em uma crise de saúde pública. Nós criamos um protocolo baseado nas recomendações da OMS e pensamos em uma maneira de continuar com número reduzido de voluntários, respeitando as medidas de segurança para não colocar ninguém em risco”, contou Erika Santanna, coordenadora do voluntariado da estatal.

Adaptação para o modelo digital

Além de mapear as comunidades onde estão presentes, entender suas reais necessidades e repensar as ações dos programas de voluntariado, as empresas também tiveram de investir em tecnologia ou potencializar as plataformas online de comunicação para continuar impactando positivamente mesmo a distância.

“O voluntariado digital é uma oportunidade de ampliar e potencializar ações sociais. Temos incentivado muito a nossa rede e os 63 comitês de voluntariado, em 48 cidades brasileiras a trabalhar com esse modelo disruptivo, olhando para a tecnologia como uma ferramenta de inclusão e desenvolvimento social”, acrescenta Karina Pimentel, gerente de voluntariado da Fundação Telefônica Vivo.

Embora os desafios para se apropriarem dessa tecnologia tenham sido constantes no início, os colaboradores passaram a acessar mais informações através de lives e webinars de capacitação — organizados especialmente para orientá-los neste momento —,  bem como fazer uso de plataformas digitais para estreitar a conexão com o público que atendem.

A coordenadora de projetos no Itaú Social, Juliana Ioshimatsu, relata algumas ações pensadas em conjunto, para serem realizadas a distância.

“Os voluntários criaram páginas no YouTube para mediar leitura com as escolas e organizações parceiras, utilizaram o recurso de vaquinhas online para doações e arrecadação de alimentos e estabeleceram a comunicação através de nossa plataforma online”, conta.

Já Ednei Lopes, coordenador do programa de voluntariado no Bradesco, acrescenta: “Todos nós sentimos falta da aglomeração, do calor humano, de levar o benefício do voluntariado através da força do coletivo. Mas neste momento, a pandemia traz esse olhar solidário e a disposição das pessoas em ajudar, o que se traduz em uma oportunidade sem igual para empresas e organizações fortalecerem seus programas de voluntariado”.

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