Saltar para o menu de navegação
Saltar para o rodapé
Saltar para os conteúdos
Saltar para o menu de acessibilidade
Logo EnlighTedRelembre aqui o enlightED 2021

Conheça mais sobre o Art of Hosting, prática que propõe soluções coletivas a partir do diálogo, e saiba como aplicá-lo na educação

#Educação#Educadores#Ferramentas

ilustração com o desenho de quatro pessoas uma ao lado da outra em volta de alguns símbolos de pontuação como a exclamação e o ponto de interrogação

 “A arte de anfitriar”, como se traduz para o português, é o estudo sobre os processos por trás de uma característica essencialmente humana: a comunicação. Trata-se de buscar um equilíbrio entre os modelos organizacionais já existentes e a inovação. Em outras palavras, o intuito é encontrar soluções coletivas para problemas complexos.

Word Café, Open Space, Investigação Apreciativa são algumas das metodologias utilizadas para gerar integração entre grupos e comunidades. Tudo começa com um convite a participação. Movidas por objetivos em comum, pessoas diferentes se reúnem com a intenção de resolver problemas e tomar decisões.

Geralmente posicionadas em círculos, revezam-se no papel de liderança, convidando umas às outras a expressarem suas vozes e ideias a partir de perguntas-chave bem definidas. O fio condutor? O diálogo. É assim que a prática do Art of Hosting (AoH) investiga as possibilidades de colher, a partir de conversas relevantes, resultados colaborativos nos mais diversos setores da sociedade.

“Todos os seres humanos conversam o tempo todo. A diferença do que propomos é pensar, com intencionalidade, na criação de um espaço de diálogo que faça perguntas relevantes e  colha resultados a partir da integração. O Art of Hosting é onde todas essas tecnologias sociais  se encontram, costuradas por princípios”, define Tamara Azevedo, uma das representantes da rede no Brasil e  co-fundadora da CoCriar, iniciativa que promove espaços de colaboração coletiva nas organizações.

Para além de um conjunto de metodologias conversacionais, o Art of Hosting é uma comunidade livre e aberta para qualquer pessoa interessada em aprimorar habilidades e competências dialógicas. Desde educadores até lideranças de grandes empresas e organizações, basta procurar por um encontro local e colocar em prática as técnicas ensinadas pelos anfitriões.

Art of Hosting na educação 

A educação pós-pandemia terá de lidar com problemas complexos. Muito se tem falado sobre a retomada das aulas presenciais e a importância de conduzir processos para garantir equidade, cuidar da saúde mental, inserir novas metodologias de aprendizagem e construir vínculos entre a comunidade escolar. Em meio a tantas recomendações, como o Art of Hosting pode potencializar essas práticas?

“O professor hoje está pressionado entre um currículo que precisa ser cumprido e uma humanização urgente neste momento. Pensando dentro dessas estruturas, sobretudo quando se fala em protagonismo do estudante e Ensino Híbrido, o diálogo abre uma janela enorme de possibilidades para o aprendizado”, responde Tamara Azevedo.

Confira algumas sugestões de como os educadores podem utilizar as metodologias do Art of Hosting na educação:

Um instrumento a favor da visão coletiva 

Em tempos de alta complexidade, como no contexto atual de pandemia, a colaboração é essencial para garantir diversidade nas soluções encontradas para os mais variados setores da sociedade. Mas Tamara Azevedo alerta para a dificuldade de exercitar a co-criação na prática.

“Colaborar é muito importante em situações nas quais as relações de causa e consequência não são lineares. Mas, quando falamos em colaboração, estamos propondo juntar pessoas que pensam diferente e isso não é tarefa simples, podendo gerar polarização. A conversa estratégica entra nessa equação como um instrumento para ampliar a visão coletiva”, acrescenta a consultora.

Para ela, o primeiro passo é trazer para o debate pessoas que tenham influência no sistema em discussão, seja ele relacionado à educação, saúde, empreendedorismo, etc. Ao contrário do que se espera na maior parte das vezes, a decisão final não será baseada em consenso, mas sim na aproximação entre as perspectivas de mundo dos participantes.

“Ao transformar diálogos, impactamos também as possibilidades de inovação. Diante das diferenças, o importante é criar um espaço horizontal para convergir ideias em prol de um objetivo. A pergunta central é: Como gerar resultados e garantir a humanização dos processos ao mesmo tempo?”, resume Tamara.

A arte de conduzir conversas relevantes e colher resultados que importam
A arte de conduzir conversas relevantes e colher resultados que importam