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Novo Ensino Médio: primeiro itinerário de formação técnica e profissional em Ciência de Dados. Saiba mais

Conheça iniciativas que promovem o acesso aos livros e incentivam a leitura para pessoas de todas as idades

#Educação#Educadores#ProFuturo

Imagem mostra cinco crianças sentadas em uma mureta, cada uma delas está lendo um livro. Ao fundo, é possível ver uma área verde

A leitura é um processo de capacitação infinito, capaz de ampliar horizontes e apresentar um novo universo aos seus praticantes. O Dia do Leitor, comemorado em 7 de janeiro, celebra essa atividade, que leva conhecimentos e novas perspectivas a lugares distantes por meio das palavras.

A data é comemorada em homenagem ao lançamento do periódico cearense “O Povo”, fundado em 7 de janeiro de 1928 pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha. Na época, o jornal se tornou um dos principais divulgadores do modernismo literário do Nordeste em seu suplemento “Maracajá”.

O ano de 2021 trouxe perspectivas positivas para a literatura: o isolamento social impulsionou as vendas dos livros. De acordo com o 11º Painel do Varejo de Livros no Brasil, pesquisa realizada pela Nielsen BookScan e divulgada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros, o aumento foi de 33% em volume no ano passado e 31,1% em valor, se comparado com o mesmo período de 2020.

Diversos Projetos de Lei de incentivo à prática da leitura foram aprovados na Câmara dos Deputados. Dentre eles o PL 11.157/2018, que altera a Política Nacional do Livro para incluir medidas de estímulo à criação, manutenção e atualização de bibliotecas públicas e escolares.

Como importante ferramenta de transformação social, a leitura também é o centro de projetos e iniciativas que têm como objetivo o incentivo literário. Bibliotecas comunitárias, ações para a publicação de livros de estudantes, contação de histórias, livrarias com curadoria, bibliotecas itinerantes são alguns exemplos.

Kombiblioteca: literatura sobre quatro rodas 

A Kombiblioteca é um projeto que pretende criar uma caravana literária com contação de histórias e projeções gratuitas em lugares públicos. Foi idealizado pela educadora Fabiana Côrtes Carvalho Pepino, também criadora do Ela Mandela, que promove a igualdade racial e de gênero através da educação e da cultura.

“A ideia é democratizar o acesso a livros novos e atuais, com a criação de uma biblioteca com espaço de leitura ao ar livre. Assim, poderemos combater o prejuízo à saúde mental e emocional das pessoas, uma vez que deixando de ler elas deixam de desenvolver o pensamento crítico, a criatividade, o foco, a concentração, a interpretação e a memória”, comenta.

Por meio da iniciativa, Fabiana pretende mediar encontros entre diferentes gerações e reconectá-las ao prazer pela leitura em um ambiente aconchegante e acessível, com obras que valorizam a diversidade.

“Em minha experiência acadêmica, me deparei com lacunas no acervo de bibliotecas e nas referências bibliográficas que nunca incluíam autoras negras ou livros que abordassem questões raciais ou de gênero. Diante da urgência de avançarmos socialmente nessa pauta, a curadoria é antirracista e feminista, com livros que promovem reflexões, autoras e autores comprometidos com o respeito à diversidade, à promoção da igualdade e aos direitos humanos”, afirma.

Fabiana explica que o projeto está em processo de financiamento coletivo e tem como meta arrecadar o suficiente para realizar a primeira caravana nos próximos meses.

“As pessoas se encantam com a proposta da Kombiblioteca e seu potencial de transformação social, mesmo sem se deparar com a Kombi. A caravana literária está prevista para circular a partir de abril”, complementa.

Para contribuir com a iniciativa e fazer a Kombiblioteca circular pelas ruas do país incentivando a leitura, acesse a página do financiamento coletivo.

SuperAutor: fábrica de miniescritores e leitores 

Há dois anos estabelecendo parcerias com instituições de ensino públicas e privadas, a startup SuperAutor tem como missão transformar a vida de jovens estudantes por meio da leitura e da educação. A iniciativa estimula que os alunos criem suas próprias histórias e as transformem em livros para serem apresentados e vendidos em noites de autógrafos.

“A recepção é sempre incrível. Os alunos ficam orgulhosos de verem a história que desenvolveram ser transformada em um livro de qualidade profissional. As famílias se emocionam no evento de autógrafos. Temos casos em que o livro produzido pelo aluno é o primeiro a entrar na casa da família”, revela Abner Contaldo, gerente de Marketing da startup.

Em 2021, o projeto somou 52 mil exemplares, 21,8 mil alunos e 258 instituições beneficiadas no Rio de Janeiro. A iniciativa impactou a vida de crianças e de suas famílias por meio do letramento, do desenvolvimento da criatividade e do estímulo à literatura.

“A leitura é fundamental para a construção de conhecimento, compreensão de mundo e criatividade, entre outras habilidades necessárias para a socialização e o desenvolvimento de capacidades analíticas e profissionais no futuro”, complementa.

Devido à pandemia, a startup desenvolveu uma plataforma on-line na qual os estudantes e seus responsáveis podem construir os livros sem sair de casa. No site, também é possível cadastrar instituições de ensino no projeto de maneira gratuita.

“Leitura exige concentração, tempo, análise ativa. Em um mundo altamente digitalizado, em que somos submetidos a estímulos visuais e sonoros, crianças e jovens precisam ser apresentados à leitura de forma inovadora, como uma atividade importante e prazerosa. O SuperAutor convida crianças e jovens a serem participantes ativos no processo de criação do livro, servindo como porta de entrada para o universo da leitura”, afirma Abner.

A leitura como ferramenta de transformação social
A leitura como ferramenta de transformação social