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Inspirado pelos livros, Jardel Pires atua pela transformação que quer ver no mundo e hoje é um dos líderes do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica

#ProgramadeVoluntariado#TransformandoVidas#Voluntariado

“Embora venhamos de lugares diferentes, nossos corações batem como um só”. A frase é de Alvo Dumbledore, um dos principais personagens da série de livros de fantasia Harry Potter. Para Jardel Pires Bezerra, 25, a magia transbordou as páginas e encontrou o mundo real através do voluntariado.

“Sempre fui apaixonado por livros e encontrei em Harry Potter ensinamentos sobre amor, respeito e empatia. Em uma reunião com amigos, surgiu a ideia de criarmos um projeto social para ler e encenar as histórias em casas de acolhimento aqui de Fortaleza”, relembra Jardel, que tinha apenas 16 anos na época.

A ideia do grupo era proporcionar uma experiência através da contação de histórias e do teatro. Mas também despertar o interesse das crianças pela leitura. Nesse sentido, os jovens começaram a se mobilizar para conseguir doações de exemplares com empresas locais. “Pela primeira vez, senti que estava fazendo a diferença de alguma forma”, conta Jardel.

No entanto, a motivação já existia muito antes da adolescência. Desde pequeno, Jardel costumava acompanhar a mãe em ações sociais da igreja que frequentavam. “Quando me descobri um homem gay, passei a não me enxergar mais naquele espaço. Mas trouxe comigo a gratidão e as bases de solidariedade que me moldaram”, relata.

Voluntariado: trabalhar fazendo o bem

Depois de se formar no Ensino Médio, Jardel deixou de tocar o projeto de leitura para focar no mercado de trabalho. Afinal, conquistar a independência financeira era importante para ele não apenas para alcançar os objetivos pessoais, mas também para ajudar em casa. Entre um trabalho e outro, seu caminho cruzou novamente com o do voluntariado.

Em 2016, entrou para o grupo de colaboradores da Telefônica Vivo. Segundo o jovem, um dos principais diferenciais da empresa foi a possibilidade de participar do programa de voluntariado corporativo. De tal forma que ele teria a chance de retribuir o que recebia para a comunidade, além do desenvolvimento profissional.

“Logo no primeiro ano de empresa participei do Dia dos Voluntários Telefônica (DVT) como fotógrafo. Desde então, percebi que não poderia deixar de ajudar no Programa de Voluntariado. Desse modo, me candidatei no ano seguinte ao Comitê local. Hoje sou responsável por coordenar as ações junto de outros colaboradores”, complementa o voluntário.

Desde então, já se envolveu em diversas ações, até mesmo durante as férias. Por exemplo, viajou em 2019 para São Paulo para participar das Vacaciones Solidárias. Por conta disso, teve a oportunidade de trocar experiências com colaboradores voluntários do mundo todo.

Conheça mais sobre a trajetória de Jardel no voluntariado!

O que te motiva a realizar ações de voluntariado?

Nunca realmente parei para pensar sobre a minha motivação. Acredito que o trabalho voluntário deve acontecer de forma espontânea, por saber que aquela ação é importante para alguém.

O que me move é doar um pouco do que tenho para pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades. Por isso, seja qual for a ação, ver a transformação no olhar delas, nem que seja por um breve instante, não tem preço.

Como o voluntariado transforma a sua vida?

Ter a chance de estabelecer uma conexão genuína com alguém é algo engrandecedor para todos os envolvidos no voluntariado. Essa troca de experiências é mágica, porque te faz enxergar o mundo a partir de uma perspectiva nova.

O voluntariado é uma caminhada. Cada ação, cada conversa, cada olhar representa algo diferente. Assim, posso dizer que ser voluntário me tornou uma pessoa muito mais empática, colaborativa e consciente socialmente.

Relembre um momento marcante da sua atuação como voluntário.

Como membro do Comitê do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica, sou um dos responsáveis por desenhar projetos e entender as necessidades das instituições parceiras. Isso me rendeu muitas experiências inesquecíveis.

Mas uma das lembranças mais marcantes é a de uma senhora que conheci em uma casa de acolhimento para idosos. O sonho dela era simples: ter uma faixa de miss.

Ela gostava muito de contar histórias sobre a sua juventude, quando era considerada a mulher mais bela da cidade. Isso a fazia esquecer das dificuldades pelas quais também passou naquele período. Eu e os outros voluntários reunimos os materiais e a convidamos para nos ajudar a montar a faixa.

Os olhos dela brilharam durante todo o processo. Mas pude perceber que a verdadeira realização foi a atenção que ela recebeu de nós. Afinal, ela não queria nada material, só uma conversa. Nesse dia, não consegui segurar a emoção.

Quais sentimentos o trabalho voluntário despertou em você?

Com certeza a compaixão. Ao se colocar no lugar do outro, a gente se conecta mais com o propósito de construir um mundo melhor.

O amor também é um dos sentimentos que mais se destaca. A troca de carinho é muito grande. Não apenas entre quem recebe e quem pratica a ação, como também entre a equipe de voluntários.

Você descobriu alguma nova habilidade ou característica que não imaginava que tinha depois de se tornar voluntário?

O voluntariado me ensinou a pensar melhor no impacto das palavras na vida de outras pessoas. Cada um enfrenta batalhas que nem sempre podemos enxergar.

Também superei algumas crenças sobre mim mesmo. Nunca me considerei muito bom em negociações, mas acabei tendo a chance de desenvolver mais essa habilidade quando fiquei à frente da parte de captação de recursos em uma ação.

Além disso, aprendi a cuidar de hortas e pintar paredes. Hoje, sou o responsável por pintar os cômodos aqui em casa!

Ser voluntário é…

Para mim, ser voluntario é uma forma de contribuir como cidadão que faz parte da sociedade. Vai além de ajudar o próximo, é sobre motivar pessoas a fazer o mesmo.

É algo que me constitui como pessoa, que acrescenta a mim e aos outros como ser humano. É saber que uma semente plantada trará futuro para várias pessoas.

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