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ESTUDO ANALISA O IMPACTO DA PROGRAMAÇÃO NA EDUCAÇÃO, EMPREGABILIDADE E MERCADO DE TRABALHO.
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Saiba como os alunos monitores de tecnologia do projeto Aula Digital orientam professores e colegas no uso de recursos tecnológicos na E.M. Idália Tavares de Almeida, no município de Areia Branca

#AulaDigital#Estudantes#TecnologiasDigitais

Na imagem, vemos um grupo de 12 crianças que são alunos monitores do Aula Digital, em uma sala de aula reunidos com cinco professoras

À primeira vista, são as camisetas azul-marinho que identificam os alunos estudantes monitores de tecnologia do projeto Aula Digital. Uniformizados, eles circulam confiantes pela Escola Municipal Idália Tavares de Almeida, localizada no povoado de Guidinha, em Areia Branca (SE).

Afinal, essas crianças foram confiadas a uma importante tarefa: orientar colegas e professores no uso das tecnologias digitais em sala de aula. “É muito legal poder aprender de forma prática e ajudar meus colegas a aprenderem também”, afirma Cledson de Jesus Firmo, 11, estudante do 5º ano.

Em 2018, a escola recebeu os equipamentos tecnológicos do projeto Aula Digital. A iniciativa faz parte do programa de educação global ProFuturo, da Fundação Telefônica Vivo e da Fundação “la Caixa”. Desde então, todas as turmas utilizam os tablets, computadores e recursos digitais uma vez por semana.

“Definitivamente é o momento favorito deles. É impressionante como os estudantes ficam empolgados e participativos quando é dia de realizar atividades com os recursos do Aula Digital”, complementa a professora Edinelma Bispo dos Santos. Ela trabalha com turmas multisseriadas de 4º e 5º anos.

Não demorou até que alguns estudantes tomassem à frente das aulas, a fim de ajudar professores e colegas que enfrentavam dificuldades para manusear os equipamentos. De modo que a gestão da escola decidiu selecionar estudantes do 1º ao 5º ano para assumirem o papel de alunos monitores de tecnologia.

Desenvolvendo competências digitais e socioemocionais 

Assim como os professores da Escola Idália Tavares de Almeida, outros educadores da rede de ensino de Areia Branca demonstraram ter pouca intimidade com tecnologia. Especialmente para articular os recursos tecnológicos com as atividades pedagógicas em sala de aula.

Logo após a retomada das aulas presenciais, a Secretaria de Educação de Areia Branca (Seduc) disponibilizou um questionário organizado pelo Instituto Paramitas — parceiro executor do  Aula Digital em Sergipe — com a finalidade de medir o nível de proficiência tecnológica dos professores da rede.

“Concluímos que ainda existe uma baixa maturidade tecnológica entre os educadores. Portanto, organizamos um calendário de visitas para acompanhar de perto o trabalho com os kits tecnológicos do ProFuturo”, compartilha Ana Cristina Martins, coordenadora do projeto Aula Digital na Secretaria de Educação de Areia Branca.

Em abril de 2022, os professores também participaram da formação do Aula Digital AD na Rede. O objetivo era oferecer suporte aos educadores no uso dos recursos digitais em sala de aula. Inclusive, foi durante o evento que a diretora da Escola Idália Tavares de Almeida identificou a oportunidade de tornar alguns estudantes como monitores de tecnologia do Aula Digital.

“Como a escola fica em uma área rural, a realidade dos nossos estudantes é muito restrita no que diz respeito ao uso de tecnologias. Por isso, o intuito deste projeto é desenvolver as competências digitais ao mesmo tempo em que trabalhamos a autoestima, a colaboração e a empatia”, reforça a diretora Genizia Araújo.

Alunos monitores: protagonismo em sala de aula 

A partir de então, os estudantes que demonstraram maior interesse e habilidade para manusear os equipamentos foram convidados a participar das aulas como alunos monitores de tecnologia. Como há representantes de todas as turmas, a diretora criou um cronograma para organizar essa atuação.

Por exemplo, se a maleta do ProFuturo está sendo usada pelos 1ºs anos, os estudantes dessas turmas participam das atividades pedagógicas com o restante dos colegas. Nesse caso, são os alunos monitores do 2º ao 5º anos que ficam responsáveis por orientar a sala.

“Dessa forma, as crianças exercem o papel de estudantes e mediadores ao mesmo tempo. Para nós, isso é gratificante. Porque é possível perceber que eles mudaram a perspectiva sobre a sala de aula, passando a agir de forma responsável e colaborativa”, relata a professora Edinelma dos Santos.

Para tornar a experiência dos estudantes ainda mais enriquecedora, a Secretaria Municipal de Educação decidiu presentear os alunos monitores de tecnologia com camisetas personalizadas. Bem como oficializar o projeto “Alunos Monitores do Aula Digital” como piloto, servindo de exemplo e inspiração para toda a rede municipal de ensino.

“Com este projeto, os estudantes aprendem desde cedo a zelar pelo material, trabalhar coletivamente e respeitar as dificuldades do outro. Mas, sobretudo, reconhecer a capacidade que eles têm de compartilhar conhecimento. É encantador vê-los tão alegres e com tantos horizontes a percorrer”, conclui a diretora Genizia Araújo.

Crianças assumem protagonismo ao se tornarem alunos monitores de tecnologia em Sergipe
Crianças assumem protagonismo ao se tornarem alunos monitores de tecnologia em Sergipe