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A gestação e o parto são experiências únicas na vida da mulher. Após a descoberta da gravidez é comum imaginar e se planejar para que o momento do nascimento do bebê seja seguro, especial e sem riscos.

A youtuber Cristal Barujo não teve uma experiência agradável no nascimento do primeiro filho, Gael, de 6 anos. Com medo de passar por isso novamente, ela pesquisou locais de referência para a chegada de Clarice, 2 anos, e Jade, 3 meses, e se deparou com o Hospital Amparo Maternal.

“O parto da Clarice, o primeiro que realizei lá, ocorreu como eu havia planejado. Eu queria respeito, ser bem atendida, que todos me entendessem, acolhessem e foi assim que me senti. Fui muito bem cuidada pelo hospital inteiro, desde a equipe da limpeza até os médicos. Foi maravilhoso”, relata.

Cristal recorreu novamente ao hospital no parto da filha caçula, que veio ao mundo em plena pandemia. No entanto, mesmo com todo o medo e a insegurança trazidos pela Covid-19, Cristal só tem boas recordações do nascimento da menina.

“Um parto na pandemia me deixou com muito medo. Eu fiquei com mais receio quando a bebê nasceu, por ser muito frágil. Mas recebi muito cuidado, seguiram todos os protocolos de segurança e deu tudo certo. Foi muito lindo”.

Para falar de suas experiências no parto e da rotina como mãe, ela criou um canal no Youtube. “Fiz um tour pelo Hospital Amparo Maternal em meu canal. Mostrei a comida, o banheiro, todo atendimento para as mães se sentirem como se estivessem lá. Eu super recomendo a maternidade. Acho incrível o trabalho deles”, comenta.

O hospital é referência em parto humanizado, realizando cerca de 8 mil procedimentos por ano, dos quais 70% são  partos normais. Além de ajudar no nascimento das crianças, a Associação Amparo Maternal desenvolve um trabalho ainda mais profundo, de resgate da dignidade de gestantes em situação de vulnerabilidade social.

Uma história de acolhimento

Fundado em 1939 em São Paulo, o Amparo Maternal nasceu com a ideologia de abrigar gestantes, em um período no qual a gravidez indesejada ou não planejada era malvista pela sociedade.

Naquela época, a exclusão de mães solteiras, de mulheres pobres, mestiças e negras, e o abandono de gestantes dentro desses perfis por suas famílias eram episódios recorrentes. Por isso, muitas futuras mães se viam obrigadas a perambular pelas ruas de São Paulo, sem um local digno para dar à luz.

“O nosso lema é nunca rejeitar ninguém, mantendo a missão de acolher a gestante de forma humanizada, prestando assistência social e à saúde materno-infantil. Hoje nós temos uma grande gama de estrangeiras e muitas meninas em situação de dependência química e em situação de vulnerabilidade social”, explica a irmã Euza Maria de Almeida, presidente do Amparo Maternal.

Alegria que nasceu no Amparo Maternal 

Hoje, além do hospital, a instituição mantém o Centro de Acolhida Amparo Maternal, que serve como lar para mães e gestantes nesse período tão delicado.

Atualmente, a instituição acolhe diversos perfis: gestantes que sofreram violência física, sexual e psicológica, mulheres em situação de rua, usuárias de substâncias psicoativas (SPAs) e um grupo que vem crescendo nos últimos anos: refugiadas de outros países.

Uma delas é Mabundo Makileki Charlene. Para fugir da guerra do Congo, seu país de origem, ela chegou ao Brasil com a esperança de sobreviver e de buscar oportunidades para o futuro da primeira filha. “Fugimos para salvar a vida do meu marido”, conta.

A congolesa encontrou o Centro de Acolhida Amparo Maternal quando estava prestes a dar à luz. Ela conseguiu moradia provisória, alimentação, vestimenta para a bebê e suporte técnico assistencial para o parto. O que mais surpreendeu a equipe que a acompanhava foi o nome da bebê, que escolheu logo após o nascimento: Alegria de Deus Makileki Charlene.

“Quando cheguei no Brasil, estava triste, sem esperança, com medo. Depois que ela nasceu, meu coração ficou alegre”, explica a mãe.

Assim como foi para Charlene, o Centro de Acolhida para Gestantes, Mães e Bebês do Amparo Maternal oferece abrigo provisório e garante proteção integral para gestantes em situação de vulnerabilidade e risco social, estendendo-se ao período pós-parto e ao seu filho recém-nascido por até 6 meses, podendo ser prorrogado. A instituição disponibiliza 50 vagas.

No período em que estão na moradia provisória, as mães participam de cursos e capacitações, como artesanato, português e inglês, culinária, maquiagem e costura, por meio de parcerias com instituições de ensino. Hoje, mais de 120 voluntários colaboram com o Amparo Maternal, e esse apoio é o que tem garantido o acolhimento de mulheres com perfis e necessidades muito distintas.

“A ajuda da população é importante porque garante a manutenção financeira da obra. A maternidade é um serviço que requer bons profissionais e recursos para se sustentar. Os recursos públicos não são suficientes, diante de tantas demandas que as mães nos trazem quando chegam aqui. Tudo que entra como colaboração faz a diferença”, explica a irmã Euza Maria de Almeida.

Amparo Maternal apoia mães em situação de vulnerabilidade e oferece acolhimento na gestação e após o nascimento do bebê
Amparo Maternal apoia mães em situação de vulnerabilidade e oferece acolhimento na gestação e após o nascimento do bebê