Saltar para o menu de navegação
Saltar para o menu de acessibilidade
Saltar para os conteúdos
Saltar para o rodapé

Estudos feitos pela Plataforma Escolas Conectadas trazem ao debate a necessidade de olhar para a saúde emocional dos professores e seu bem-estar físico no contexto da pandemia. Conheça os principais dados das pesquisas

#Educação#Educadores#Escolasconectadas

No período em que a educação enfrenta um dos maiores desafios da história, provocado pela pandemia da Covid-19, o maior foco de atenção dos educadores está na segurança, no bem-estar dos alunos e nos prejuízos para a aprendizagem. Mas como anda a saúde emocional dos professores? Afinal, nunca um evento trouxe tantos impactos para a rotina, como novas formas de se relacionar com os amigos e com a família, com a própria liberdade e até com o modo de fazer educação.

Diante de tantas incertezas, as emoções afloram e causam reações como medo, ansiedade, sobrecarga, estresse e até depressão, apontada por especialistas como uma das principais causas de suicídio em todo o mundo. No contexto de crise, a fragilidade da saúde emocional dos professores merece atenção para que os efeitos dessas reações não tragam, a longo prazo, problemas para a vida pessoal e profissional dos docentes.

Duas pesquisas realizadas pela Plataforma Escola Conectadas, em parceria com a HardFun Studios, apontaram as principais necessidades e sentimentos que o cenário delicado da pandemia trouxe para os educadores.

O primeiro levantamento, Estado Emocional dos Professores, feito em abril deste ano, ouviu 747 docentes e trouxe a percepção deles sobre o bem-estar emocional e o bem-estar físico frente a aspectos profissionais, domésticos, formativos e relacionais no período de distanciamento social.

Já a segunda análise, A dor dos nossos cursistas, foi feita em junho com 443 profissionais, quando já havia um planejamento para o retorno às aulas presenciais. O levantamento buscou entender quais as principais angústias dos professores diante da volta às escolas. O estudo apontou as inquietações dos professores, suas necessidades mais urgentes, as abordagens pedagógicas essenciais para o momento atual e os desejos profissionais.

A saúde mental no primeiro ano de pandemia

O Ensino Remoto emergencial aumentou a carga de trabalho durante a pandemia. Muitos professores precisaram se adaptar ao formato on-line, sem a capacitação e os recursos necessários.

Aspectos que representam fragilidades e vulnerabilidades emocionais e físicas vivenciadas durante o período pandêmico pelos educadores  57,83% Puderam conciliar as formações continuadas com as demais atividades 57,56% Encontraram-se preocupados 46,18% Adaptaram-se às mudanças contingenciais sem sofrimento 43,11% Sofreram de ansiedade 36,54% Possuíram tempo satisfatório de descanso 31,73% Conseguiram dormir bem frequentemente 32,13% Precisaram tomar medicação para equilibrar suas emoções e humor 16,20% Conseguiram realizar atividades prazerosas para relaxar e descontrair frequentemente Fonte: Estado Emocional dos Professores

Os resultados da pesquisa indicaram que, embora a maioria dos educadores estivessem dando conta das demandas profissionais no contexto pandêmico, com maior oportunidade de participação em formações on-line e desenvolvimento de novas competências, parte significativa apresentou dificuldades e sofrimentos que envolvem a saúde emocional dos professores e a saúde física.

Ainda segundo a análise, 59,97% dos entrevistados buscaram a automotivação para lidar com as adversidades, contra 32,26%. Até abril de 2021, 49,67% dos professores da pesquisa desenvolveram novas competências e habilidades importantes para exercer a profissão, contra 45,65%.

Mesmo com toda adversidade, alguns aspectos se apresentaram de forma positiva na vida dos professores, como o desenvolvimento de novas habilidades e a adaptação ao novo cenário.

Aspectos positivos  95,32% Desenvolveram novas competências e habilidades significativas 79,79% Acreditam que o trabalho remoto/híbrido tem possibilitado a maior participação em formações e cursos on-line 74,16% Conseguiram dar conta das demandas profissionais 68,81% Tiveram o amor como o sentimento mais frequente no isolamento

O emocional diante do retorno às aulas presenciais

O preparo emocional é tão importante quanto os protocolos sanitários para a segurança na retomada às aulas presenciais no pós-pandemia. Toda mudança, normalmente, gera desconforto e insegurança, e a comunidade escolar foi uma das mais atingidas no seu dia a dia.

Segundo levantamento da UNESCO, os estados das regiões Sul e Sudeste do Brasil já retomaram ou estão retomando as aulas presenciais no modelo híbrido, ainda que de forma gradual e escalonada. Os estados das regiões Centro-Oeste e Norte ainda não retornaram às aulas nos formatos presencial ou híbrido.

Diante desse retorno às salas de aula, a pesquisa feita pela Plataforma Escolas Conectadas, em junho, mostrou as principais inquietações, necessidades e o que os professores consideram como essencial para o novo cenário da educação.

Dentre os principais desafios para os professores estão a defasagem de aprendizagem entre os estudantes, o risco de contaminação pela Covid-19 e o suporte socioemocional que os alunos precisam neste momento.

Inquietações dos professores  61,85% Temem como trabalhar a defasagem de aprendizagem entre os estudantes 49,89% Têm receio dos riscos de contágio da Covid-19 no ambiente escolar 34,09% Pensam em como desenvolver as regras de convivência frente aos protocolos de segurança Covid-19 26,64% Avaliam como dar suporte às fragilidades socioemocionais dos alunos(as) em razão da pandemia Fonte: A dor dos nossos cursistas

Abordagens consideradas urgentes para a prática pedagógica do professor no momento 41,99% Incorporar os recursos tecnológicos ao cotidiano da sala de aula e/ou ensino remoto 35,21% Diversificar as práticas pedagógicas nas diferentes modalidades e situações de ensino 21,44% Apropriar-se do modelo de ensino híbrido desenvolvendo habilidades pedagógicas que articulam situações de aprendizagens presencial e on-line 20,54% Promover a saúde emocional do professor da rede de ensino

Cursos para você se preparar para os novos rumos da aprendizagem
A partir do que vivemos nos últimos meses, é preciso atribuir um novo sentido aos acontecimentos, mesmo que de forma desafiadora. Isso para que a educação continue a ser a principal porta de entrada que prepara qualquer cidadão para seguir seus objetivos.

Além de muita coragem e determinação, se faz necessário estar preparado para os novos rumos da aprendizagem, que envolvem ainda mais recursos tecnológicos e novas práticas pedagógicas. Sem esquecer, é claro, de cuidar da saúde emocional e física.

Por isso, encerramos essa matéria deixando duas dicas para você, educador!

Cidadania Digital
Como um estímulo para desenvolver ainda mais segurança no uso das tecnologias, indicamos o curso Cidadania Digital: Educando para o uso consciente da internet.

Voltado para docentes, coordenadores pedagógicos e gestores de tecnologias educacionais, o curso é 100% gratuito e oferece uma capacitação para orientar crianças e jovens no uso responsável e consciente da internet.

O curso tem como foco a promoção de ações educativas e de sensibilização sobre cidadania digital dentro e fora da escola. Alinha-se a propostas de diferentes áreas do conhecimento e atende às múltiplas realidades vivenciadas pelas escolas, com regimes de Ensino Remoto, Híbrido ou Presencial.

Bem-estar docente: autocuidado e redes de apoio
A saúde emocional dos professores é imprescindível para o retorno seguro à escola. Mas como gerenciar o cansaço, as angústias e incertezas diante dos desafios diários da profissão? Indicamos a você o curso Bem-estar docente: autocuidado e redes de apoio para quem transforma a educação.

Esse também é um curso on-line e gratuito, que busca aprofundar referências sobre sistemas de apoio, métodos dialógicos e bem-estar docente, destacando a importância da prática do autocuidado, para zelar por quem oferece educação diariamente aos alunos.

Apenas 16,20% dos educadores realizaram atividades para relaxar durante a pandemia
Apenas 16,20% dos educadores realizaram atividades para relaxar durante a pandemia