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A designer Eliane Bresser Lang criou um grupo para fortalecer as mulheres na programação e vê o processo de colaboração como o mais interessante da 42 SP

#42SãoPaulo#42SPépravocê#Programação

A cadete Eliane Bresser Lang posa para foto na 42 São Paulo

Quem faz a 42 São Paulo?
Nome: Eliane Bresser Lang
Ano de Nascimento: 1978
Cidade e Estado: Santos – SP
Profissão: Designer
Turma 42 São Paulo: 1ª turma – Janeiro/2020

A constatação de que era comum as mulheres se sentirem preteridas no universo da programação motivou a criação do grupo de apoio Minas 42 pela designer Eliane Lang, de 42 anos. O grupo chegou a ter mais de 100 mulheres e foi fundamental para que elas se fortalecessem e se ajudassem durante a fase da Piscina,processo seletivo imersivo da 42 em que os participantes se dedicam integralmente por quase um mês.

Durante esse período, as participantes compartilhavam experiências, trocavam dúvidas e inseguranças e se apoiavam. “Ao longo das nossas conversas pelo grupo no whatsapp, a cooperação e a união foi se evidenciando e, aos poucos, mais mulheres foram ganhando confiança e entendo que, apesar de minorias, somos tão capazes quanto os homens de atuar com programação”, afirma Eliane, que entrou na 42 SP procurando uma mudança de área de atuação.

Para ela, a troca com os outros cadetes e a autonomia para desenvolver seu próprio processo de aprendizagem são os diferenciais da experiência.

Conheça a seguir mais um pouco sobre nossa cadete!

Conte um pouco sobre sua história.

Fiz Engenharia, mas parei de atuar depois de formada. Na época, eu fazia iniciação científica e pensava em fazer mestrado. Comecei a fazer uns trabalhos na área de design, em ilustração, e acabei seguindo por esse caminho. Depois de um tempo, comecei a trabalhar como designer de interfaces num laboratório que, entre outras atividades, projetava softwares e aplicativos especializados. Esse contato me fez ter uma vontade imensa de aprender a programar. A vontade me fez flertar com esse universo, buscar cursos on-line sobre o assunto até que finalmente decidir mudar para essa área.

Por que escolheu participar da 42 SP?

A minha escolha foi completamente aleatória. Eu nem conhecia a proposta quando um colega mandou o link do processo seletivo. Imaginei que fosse mais uma escola de programação e cliquei para fazer o teste. Quando me deparei com uma tela sem instruções, tão intrigante, deu “match”! Fiquei quase duas horas para entender o que era aquilo e como funcionava. Quando comecei a entender e a evoluir (já no final), fiquei deslumbrada! Aí fui atrás da tal escola e resolvi abraçar completamente(tão completamente que hoje sou cadete!).

Quais foram suas impressões durante a fase da Piscina?

Foi uma experiência muito bacana! A descoberta de como funcionava o sistema e o entendimento da metodologia foi impactante. Remeteu ao aprendizado na infância, em que tudo era construído com experimentação, mais perguntas que respostas, observação do outro, ajuda mútua, enfim, foi uma experiência única. Maçante,cansativa, mas extremamente estimulante. Os desafios traziam uma lógica implícita: o anterior servia de base para o próximo. Detectar essas sutilezas não ditas traziam curiosidade para os novos desafios que estavam por vir.

A diversidade e colaboração entre os cadetes fazem parte dos valores da 42 SP. Como você percebe isso no dia a dia? Há alguma experiência que gostaria de relatar?

Já na Piscina, fomos estimulados a sermos colaborativos uns com os outros, tanto em reuniões de comunidade como na prática do dia a dia.Desde o momento em frente ao computador até a manutenção da copa sempre limpa e organizada.
Nossa comunidade foi construída sobre o pilar da colaboração e isso é a práxis do nosso trato uns com os outros. A diversidade é sentida nas trocas, sejam elas mais técnicas ou mais informais. A diversidade cultural é respeitada e torna nossa troca muito fértil. Cada um traz um modo muito peculiar de ver o mundo e isso vem para somar e enriquecer nossas interações.

O que diferencia esse lugar dos outros que já frequentou?

O fato de não haver hierarquia – refiro-me a professores – nos dá muita autonomia e muita responsabilidade. Esse sentimento de responsabilidade com o próximo nos liga de uma maneira profunda e interessante. Somos todos responsáveis uns pelos outros e pelo andamento do grupo, como um todo. Esse sentimento é muito forte na 42 SP. Não que não haja essa percepção em outros lugares, mas lá isso é vivenciado com grande intensidade.

Qual seu maior aprendizado até o momento?

O grande aprendizado é mesmo a colaboração.Compartilhar conhecimento, descobertas, auxiliar aquele colega a fazer as perguntas certase termos o respaldo dos demais colegas na nossa jornada está intrinsecamente ligado à própria jornada. Sem isso, tudo perde o sentido. Sem isso, o conhecimento empobrece e fica raso demais. Bons alicerces são os construídos a várias mãos.

Como sua história de vida e características colaboraram com a sua trajetória na 42?

Minha natureza sempre foi investigativa. Sempre me interessei em saber como as coisas funcionavam, fazia muitas perguntas, tudo sempre foi passível de ser explorado em sua totalidade. Creio que essa natureza foi a responsável pelo encantamento pela 42 naquele dia do exame. Explorar algo com pistas sutis, que estimulavam a curiosidade, foi o chamariz. E sinto que lá a maioria tem essa natureza. A curiosidade é o que se vê nos olhos dos meus colegas!

Você poderia dar algumas sugestões de filmes/séries, livros e podcasts que consome no dia a dia?

Com relação a filmes, gosto de suspense. Posso citar o polêmico “O poço”, que contém forte crítica social e dá margem para interpretações diversas. Faz alusões a clássicos da literatura, como a Divina Comédia e Dom Quixote, bem como flerta com a psicanálise (tema, aliás, que me interessa!).
Sobre livros, ler Freud é um desafio prazeroso. Um livreto pequeno e que gostei muito dele foi O mal estar da civilização. Christian Dunker é um psicanalista contemporâneo que gosto muito também. Ele é mais didático, mas não menos interessante!
Vejo muitos vídeos no YouTube também e recomendo um canal chamado Ciência todo Dia, que traz conteúdos de forma didática e interessante.

Além da 42 SP e da sua atuação profissional, você tem algum projeto pessoal ou algo que costume fazer nas horas vagas?

Tenho muitos projetos pessoais, mas a maioria está engavetada! Acho que o interesse diverso é bom, mas há que se tomar cuidado para não perder o foco. Gosto de construir coisas, pensar em formas mais inteligentes de se fazer as coisas do dia a dia. Também tenho um lado cômico muito aflorado e gosto de fazer montagens/desenhos/animações e mandar para colegas.
Gosto de esculturas também e muitas vezes me pego “estragando” um sabonete para criar uma. Já comprei massa e espátulas próprias,mas as mais interessantes foram aquelas de improviso, no sabonete, com uma colher de café mesmo.O mais legal é a brevidade delas, já que o sabonete resseca. Gosto do conceito de “arte efêmera”.
Ultimamente tenho me dedicado mais aos meus gatos, tenho cinco e a mais velha tem 24 anos! Acho o contato com animais tão rico que cuidar deles é muito prazeroso, e um grande aprendizado!

Que dicas daria para quem quer se inscrever na 42 SP?

Vai com vontade, com coragem, com entrega. É uma experiência única e, independente do resultado, será de grande valia, tenho certeza!

“Bons alicerces são os construídos a várias mãos”
“Bons alicerces são os construídos a várias mãos”