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Previsto para ser adotado de forma gradual desde 2020, o novo modelo começou a ser incorporado pelos estados. Conheça algumas práticas em andamento em Sergipe e no Espírito Santo

#Educação#EnsinoMédio

Com o isolamento social, causado pela crise sanitária do coronavírus, a implementação do Novo Ensino Médio acabou competindo com agendas educacionais mais urgentes. Foi necessário, por exemplo, que as escolas se reorganizassem e planejassem as aulas remotas em caráter emergencial.

Mesmo com os desafios do ano de 2020, as redes de ensino já começaram a se preparar para as mudanças curriculares previstas em lei. A recomendação é que até 2022, as escolas ampliem sua carga horária para pelo menos 1.000 horas/ano e comecem a adaptar-se ao plano educacional proposto para o Novo Ensino Médio. Neste momento, diversos estados já estão em fase de homologação dos currículos e promovem ações em seus territórios.

A nova estrutura curricular nesta última etapa da Educação Básica é mais flexível e dinâmica, e propõe uma aprendizagem significativa, com o desenvolvimento de competências alinhadas ao século XXI, que preparem o estudante para o mundo fora da escola.

“É de suma importância a continuação da implementação, uma vez que essas mudanças já se faziam necessárias para a promoção do desenvolvimento do protagonismo dos estudantes e de seu projeto de vida por meio da escolha orientada do que querem estudar e a valorização da aprendizagem”, ressalta Rosângela Vargas, gerente de Ensino Médio na Secretaria de Educação do Espírito Santo – SEDU.

Principais mudanças e o contexto da pandemia

As principais mudanças para a reelaboração dos currículos vieram da Lei 13.415/2017, das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) e da própria elaboração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Esses documentos estabelecem princípios e diretrizes, mas também deixam, propositalmente, muitos itens por definir. A ideia é que os currículos possam se adaptar aos contextos de cada estado, município e escola, respeitando a autonomia federativa e pedagógica.

Mesmo em um contexto mais complexo, imposto pela pandemia, as secretarias e conselhos estaduais de educação recomendam um esforço para a implementação do Novo Ensino Médio, ainda que o processo de transição siga em diferentes estágios pelo Brasil.

“A implementação é urgente, mesmo em tempos de pandemia, já que o modelo atual não desperta o interesse dos jovens, seja por defasagem entre ensino e realidade cotidiana, excesso e fragmentação de disciplinas, ou por falta de perspectivas de futuro”, afirma Isabella Santos, coordenadora estadual do Ensino Médio na Secretaria de Estado de Educação do Esporte e da Cultura – SEDUC em Sergipe. Para a coordenadora, o Novo Ensino Médio pode representar um estímulo para os alunos que estavam desmotivados com o modelo anterior.

Isabella Santos também ressalta a importância da formação e da preparação dos professores para este novo modelo.

“É uma mudança radical na maneira como o professor trabalha. Eles estão se preparando com afinco e entendendo que a partir de agora, precisarão deixar de ser tão específicos e passar a ensinar de forma mais interdisciplinar. Os educadores do Sergipe veem essa mudança com bons olhos”, afirma a coordenadora da SEDUC.

Exemplos de implementação nos territórios

Em Sergipe, 33 escolas com as turmas de 1ª série do Ensino Médio iniciaram a matriz de 1.800 horas. De acordo com Isabella Santos, a implementação já está bem avançada. “Temos trabalhado com as escolas piloto com formações na plataforma Moodle da SEDUC, e já temos um ciclo formativo em andamento”, explica.

Por causa do distanciamento social, a formação continuada está sendo aplicada remotamente a professores, gestores e técnicos. Acompanhando todos os avanços, o Estado segue atuando para levar ao conhecimento de toda a comunidade escolar as implicações desta mudança.

“Muitas escolas não estão cientes da Lei do Novo Ensino Médio, mas já temos um planejamento das ações para iniciar o diálogo com elas. É importante que tenhamos consciência que a Lei é uma política pública federal que precisa ser executada”, reforça a coordenadora.

No estado do Sergipe, também está sendo desenvolvida uma avaliação diferenciada do componente projeto de vida.

“Elaboramos um caderno de orientações para as escolas para a concepção das competências e habilidades importantes no desenvolvimento do Projeto de Vida. Com este caderno, além das reuniões e formações com parceiros, esperamos melhorar a compreensão dos professores e estudantes acerca deste novo componente”, finaliza.

No Espírito Santo, o corpo docente das escolas também têm trabalhado para colocar em prática a implementação do Novo Ensino Médio, no contexto da pandemia. No estado, já foi implementada carga horária ampliada para todas as escolas com oferta de Projeto de Vida, Eletivas e Estudo Orientado.

“Estamos realizando estudos e a construção de diretrizes para oferta dos itinerários formativos de aprofundamento, além de elaborar formações de professores e gestores sobre currículo”, conta a gerente da SEDU, Rosângela Vargas.

Para a preparação dos alunos foram criados um guia e vídeos com informações sobre o Novo Ensino Médio, além da aplicação de um questionário de escuta. “O objetivo é conhecer os futuros estudantes do 1ª ano e suas aspirações com relação a esta nova etapa de estudos”, diz Rosângela.

A gerente relata que a implementação em todo o estado acontecerá dentro do prazo. “Já estamos com a ampliação da carga horária para 1.000 horas/ano em todas as escolas estaduais que ofertam a etapa do Ensino Médio, realizamos também a implementação dos componentes integradores (Projeto de Vida, Estudo Orientado e Eletivas); elaboração de conteúdo, criação e disponibilização do site sobre o Novo Ensino Médio Capixaba, entre outras iniciativas”, encerra a gerente.

Como está a implementação do Novo Ensino Médio durante a pandemia?
Como está a implementação do Novo Ensino Médio durante a pandemia?