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Com o uso do Canvas, escolas do Projeto Aurora promovem reflexão sobre práticas educacionais

Professores sentam ao redor de mesa no Projeto Aurora

Com o uso do Canvas, escolas do Projeto Aurora promovem reflexão sobre práticas educacionais

As escolas inovadoras de Viamão, no Rio Grande do Sul, sempre chamaram a atenção no município pelos projetos pedagógicos e práticas de educação inovadoras. Ainda assim, a falta de ferramentas para organizar os processos era um dos fatores que dificultavam a mensuração dos resultados alcançados.

Tudo mudou em 2015, quando oito escolas da rede, inspiradas pelo pioneirismo da EMEF Zeferino Lopes de Castro, foram convidadas para fazer parte do Projeto Aurora. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo, o Instituto Tear de Inovações e a Secretaria Municipal de Educação de Viamão e foi pensada para auxiliar as instituições a estruturarem seus projetos pedagógicos, além de incentivar a cultura de inovação no município.

Uma vez parte do projeto, as escolas passaram a contar com assessorias técnicas e formações focadas no uso de metodologias e de instrumentos como o Canvas, uma ferramenta de planejamento estratégico utilizada por empreendedores em todo o mundo.

Como funciona no Projeto Aurora

Constituído por uma tela em branco segmentada em blocos que devem ser preenchidos coletivamente, o Canvas é um procedimento simples e pontual que facilita a visualização de um plano estratégico ou um modelo de negócios.

O primeiro Canvas adaptado para as escolas do Projeto Aurora visava definir os desafios de cada instituição, além de determinar quais eram as causas e consequências das decisões. Já nos encontros posteriores, diversas perguntas foram organizadas e discutidas em diferentes Canvas, com o intuito de aprofundar o conhecimento do grupo de educadores sobre suas intenções.

“Antes do projeto, nós tínhamos um trabalho diferenciado voltado para as artes, mas as ações eram isoladas. O Canvas nos ajudou a organizar a escola e a mobilizar os professores como um grupo unificado”, relata a diretora da EMEF Presidente Getúlio Vargas, Carla Bittencourt.

Dentre as inciativas, a escola conta com uma mostra artística realizada a cada dois meses, que traz apresentações dos alunos em eixos como audiovisual, música, dança, teatro e pintura, articulados com o conteúdo tradicional.

Evolução e aprendizado

A assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Viamão, Cleo Sörgen, conta que desde o início do projeto, em 2015, as escolas passaram por um processo de evolução, construído a partir dos objetivos estipulados no primeiro ano.

“Após utilizarem as ferramentas para definir os desafios das escolas, eles estão trabalhando com o registro das práticas executadas e o uso de processos avaliativos com foco nos alunos”, explica.

A ideia, segundo a assessora, é dar continuidade em tudo o que foi conquistado até agora, como o trabalho dos mediadores, professores que trabalham como substitutos, as horas dedicadas ao planejamento dentro da escola e a participação da comunidade.

Para a EMEF Santa Isabel o uso do Canvas foi essencial na definição dos principais desafios da escola: oferecer uma aprendizagem significativa aos alunos, motivar os educadores e garantir a inclusão do grande número de crianças com deficiência que a escola recebe.

“Antes, a gente planejava nossas aulas em cima do que queríamos que o aluno aprendesse. Agora, trabalhamos a partir do que eles têm mais interesse”, diz a mediadora da escola, Valéria Lemos.

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