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Primeira formação faz parte do programa Pense Grande e tem como objetivo disseminar a cultura digital entre os educadores

#Educadores#PenseGrande#TecnologiasDigitais

Imagem mostra professora estudando utilizando um notebook e escrevendo em um papel

Cada vez mais os professores têm tomado consciência sobre os benefícios das tecnologias na educação. E o isolamento em decorrência da pandemia serviu para acelerar essa necessidade. Por isso, é fundamental fortalecer a formação de professores de maneira continuada, no intuito de que entendam ainda mais o mundo tecnológico ao qual os estudantes estão cada vez mais inseridos.

Nesse sentido, profissionais da Educação, entre gestores, pedagogos e professores do estado do Amazonas, participaram da primeira formação do programa Pense Grande em Tecnologias Digitais, concluída em julho.

A iniciativa é fruto da parceria entre a Fundação Telefônica Vivo com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas (SEDUC-AM), o Centro de Formação Profissional Padre José Anchieta (CEPAN), o Centro de Mídias de Educação do Amazonas (CEMEAM) e o Instituto Conhecimento para Todos – parceiro executor do projeto.

A formação tem o objetivo de disseminar a cultura digital na Educação, possibilitando aos educadores compreender as tecnologias, contribuindo para o desenvolvimento das competências digitais na prática pedagógica, alinhadas às competências estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“Percebi por essa formação como a tecnologia pode ser usada cada vez mais para a aprendizagem dos meus alunos. Eles ganham na aprendizagem e o professor ganha com uma aula mais atrativa, divertida e não cansativa”, descreve Darlinda Dias, professora de Química, que participou da formação.

A educadora relata que “tomou um susto” no começo das aulas. Ela achava que, para se atualizar, precisaria aprender sobre programação de computadores. Por isso, quase desistiu.

“Eu jurava que o curso era sobre programação e fiquei pensando: onde aplicaria isso para os meus alunos? Ao participar das oficinas, perdi o medo e percebi que tudo era diferente do que eu imaginava. Pensamento computacional é bem diferente e importante para aplicar as tecnologias com sabedoria em sala de aula”, conta Darlinda.

Cultura digital para educadores

Adriana Boh, gerente de parcerias para formação profissional da Secretaria de Educação do Estado do Amazonas, explica que a especialização dos professores é fundamental, justamente, para esclarecer dúvidas como a da professora Darlinda.

“Tratamos no curso sobre o pensamento computacional, que a gente pode definir como as estratégias para encontrar soluções para diferentes problemas, tendo a tecnologia como base. Ao contrário do que a expressão pode parecer, não necessariamente significa o que está ligado à programação de computadores ou à navegação na internet, à utilização de redes sociais, entre outros. É normal que essas confusões aconteçam. Por isso, a formação de professores se faz necessária”.

Várias competências são desenvolvidas com o pensamento computacional. Entre elas, a construção do pensamento lógico, a alfabetização digital e a autonomia para o uso de diferentes tecnologias que são inseridas diariamente na escola e na vida do indivíduo.

As etapas da formação dos professores

A primeira fase foi realizada pela plataforma Escolas Conectadas, no formato EAD (Educação a Distância), de forma não simultânea, com mediação de tutoria. “Essa etapa foi muito produtiva com a oferta de material pedagógico de excelente qualidade. Foi quando os professores puderam entender melhor do que se tratava o pensamento computacional e a importância do aprimoramento constante em cultura digital. Eles ficaram muito motivados”, comemora Adriana Boh.

No início das atividades, os professores foram convidados a preencher uma avaliação on-line. O objetivo era conhecer o perfil desse público e identificar os conhecimentos prévios que cada educador tinha em relação às Competências Digitais. A partir das respostas, chegou-se ao seguinte perfil:

● 73% sexo feminino
● 37% idade entre 40 e 49 anos
● 34% possuem licenciatura
● 41% atuam como docente

A segunda fase da formação de professores aconteceu em formato Hackathon, uma maratona de programação que tem como objetivo desenvolver inovações tecnológicas.`

“Essa etapa foi uma oportunidade de aplicar o conhecimento desenvolvido na primeira fase, sob mentoria de profissionais especializados da Fundação Telefônica Vivo. Nos aprofundamos em temas como lógica da programação e lógica da aprendizagem, e sobre como associar a lógica computacional aos nossos problemas do cotidiano”, detalha Adriana.

O objetivo foi estimular a ampliação de conceitos sobre o tema e fazer a estruturação da aplicação sobre como eles podem ser usados em diferentes momentos. Ao final, os participantes realizaram uma sequência didática com o tema do curso que envolvesse sua área de atuação na educação.

“Os professores puderam perceber que pensamento computacional faz parte do nosso cotidiano. Como em uma ida ao supermercado, quando são feitas as contas rápidas para economizar e quando precisamos pensar de forma rápida e lógica para tomar uma decisão”.

Ainda segundo Adriana, outro ponto fundamental da formação foi a oportunidade de os educadores entenderem como a tecnologia deve servir de apoio e ser usada de forma contextualizada na escola.

“Ela vem para apoiar o processo de aprendizagem, para ajudar em alguma ação, para desenvolver alguma competência. O foco não é aprender a ferramenta “x”. Mas, sim, aprender a desenvolver alguma ação a partir da tecnologia, que deve ser o apoio para a construção de diferentes projetos na vida do educador”, diz a gerente de parcerias para formação profissional da Secretaria de Educação do Estado do Amazonas.

Resultado na prática

Estrela Dinamar é professora em Manaus, no Amazonas. Assim como outros profissionais da educação, ela teve que se adaptar rapidamente ao mundo digital durante a pandemia. Por isso, sentia a necessidade de parar e refletir sobre o uso dessas tecnologias dentro da área da educação.

“Nós, formadores, estávamos muito ansiosos para realizar formação e discutir o uso das tecnologias digitais da informação e comunicação no fazer pedagógico. A formação veio para suprir essa necessidade”, diz a educadora. “Agora, me sinto preparada para usar essas tecnologias a favor de aulas mais interessantes”.

A educadora Darlinda Dias, que estava insegura no início da capacitação, conta que aproveitou o que aprendeu durante a formação para iniciar uma nova etapa em seu processo de educar: começou a gravar videoaulas para o YouTube.

“Ainda estou aprendendo a lidar com esse recurso, mas estou muito feliz. É uma nova maneira de me aproximar dos alunos do Ensino Médio para passar um conteúdo que eu amo, que é Química. A tecnologia representa a evolução, e nós, da educação, também podemos evoluir muito com o uso desses recursos de maneira adequada. Ela é um meio facilitador da aprendizagem”, finaliza.

Educadores do Amazonas realizam formação em tecnologias digitais
Educadores do Amazonas realizam formação em tecnologias digitais