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Plataforma de formação a distância apoiou educadores de todo o Brasil a enfrentar os desafios do ensino remoto. Veja um balanço do Escolas Conectadas em 2020 e as perspectivas para esse ano.

#Escolasconectadas

Imagem mostra uma senhora negra sentada em frente a uma mesa com as mãos sobre um notebook. Ela usa uma camiseta púrpura, óculos de grau e está sorrindo.

Olhar para os novos desafios de 2021 é importante, mas avaliar o ano passado é igualmente necessário. Em 2020, milhares de professores tiveram que migrar suas práticas pedagógicas para o meio remoto e o desconhecimento de ferramentas e habilidades digitais se tornou um fator relevante. Mas, mesmo em meio da maior crise sanitária mundial da época, a comunidade escolar conseguiu passar por cima destes desafios e se reinventou.

A plataforma Escolas Conectadas contribuiu com a formação a distância de educadores em meio aos desafios vividos pelo isolamento social e trabalhou para garantir que nenhum educador ficasse para trás.

Foram oferecidos cursos de formação de carga horária variada, com certificação de instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e com temáticas voltadas para metodologias inovadoras e ativas de ensino, focando no desenvolvimento de competências do século XXI. Mesmo aqueles professores que não tinham pré-definido qual curso fazer, puderam ser direcionados a partir do Quiz do Caminhos para Inovação, uma forma de explorar os conteúdos a partir das dimensões de inovação na educação (tempo e espaço; currículo; práticas; relações e cultura digital) e assim escolher o caminho a percorrer na plataforma.

A plataforma Escolas Conectadas  é uma iniciativa que faz parte do ProFuturo, programa global da Fundação Telefônica e da Fundação Bancária “la Caixa”. Através da formação continuada gratuita dos professores, propaga a inovação educativa e as competências do século XXI

Todo o material da plataforma é alinhado às competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e conta com recursos gamificados e outras ferramentas interativas que facilitam a troca entre os participantes. Os cursos também são pensados para atender os gestores escolares.

Confira os principais destaques do ano de 2020 para o Escolas Conectadas.

 

_ As inscrições totais triplicaram em comparação a 2019, ultrapassando os 370 mil inscritos. Dentre estas, 18 mil foram fruto da parceria com a Undime e cerca de 55 mil da parceria com Secretarias de Educação em turmas exclusivas. _ O total de educadores concluintes únicos na plataforma Escolas Conectadas foi de mais de 49 mil em 2020, contra cerca de 19 mil em 2019. _ Os educadores concluíram, em média, dois cursos em 2020. _ 16 cursos foram lançados em 2020, totalizando 42 formações na plataforma.

Plataforma gamificada 

Não foram só os educadores que se reinventaram no último ano. A iniciativa Escolas Conectadas decidiu redesenhar a estrutura de sua plataforma com recursos gamificados e espaços de interação entre os cursistas.

A trilha educativa passou a estar vinculada a um nível, como nos jogos de videogame, que variava de um a cinco. A colocação dependeria da carga horária na plataforma. Quanto mais aulas concluídas, maior a soma de horas, e os níveis seriam desbloqueados.

Para incentivar o aprendizado, recompensas foram sendo oferecidas aos educadores ao longo da trilha formativa: badges (selos) de comportamento, traçados de acordo com os objetivos de transformação do Escolas Conectadas, badges por caminho da inovação e badges por curso escolhido.

A professora de português e inglês Jumaria Dias do Santos recebeu o selo de educadora inspiradora e conquistou o título de educadora antenada e proativa. Ela leciona na rede estadual de ensino da Bahia há 25 anos, no município de Carinhanha. “Esse incentivo representa a possibilidade de transformar minha comunidade”, afirma a professora.

Reconhecimento UNESCO 

O projeto Escolas Conectadas atua, desde 2015, para melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem das escolas em todo o país por meio de um olhar pedagógico sobre o uso das tecnologias. No ano passado, foi reconhecido pelo Prêmio UNESCO-Hamdan bin Rashid Al-Maktoum de Prática e Desempenho Extraordinária na Melhoria da Eficácia dos Professores. Em seis edições foi a primeira vez que um projeto brasileiro esteve entre os vencedores.

O prêmio, que ocorre a cada dois anos, foi criado em 2008 para apoiar a meta de Educação para Todos, ligada ao ODS 4 da Agenda 2030 da ONU. Ele conta com o suporte do Sheikh Hamdan Bin Rashid Al-Maktoum, príncipe herdeiro de Dubai, nos Emirados Árabes.

A premiação de US$ 100 mil será investida em um sistema de inteligência para aumentar a eficiência e eficácia das discussões feitas nos fóruns dos cursos.

 

Parceria com Secretarias 

A plataforma Escolas Conectadas desenvolve estratégias para as diferentes regiões, levando em consideração as especificidades e dificuldades pedagógicas locais.

Uma de suas frentes de atuação é a partir das turmas exclusivas, firmando parcerias com Secretarias Estaduais e Municipais de Educação que queiram incluir os cursos em seus programas de formação de professores. Em 2020, estas parcerias superaram as expectativas. Entre os 370 mil educadores inscritos no projeto, 18 mil foram fruto da parceria com a Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação) e 55 mil da parceria com as Secretarias.

O número de educadores ligados à Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (SEDUC-AM) que concluíram as formações em 2020 dobrou em relação à experiência de 2019. Para que isto fosse alcançado, houve uma mudança efetiva de estratégia. As turmas exclusivas foram assistidas de perto pela SEDUC, a partir de e-mails, WhatsApp e informativos.

 

Além da formação tecnológica 

As formações relativas ao uso da tecnologia na educação foram as preferidas pelos professores, mas isto não significa que a plataforma se limitou a estes conteúdos.

A manauara Michelle de Oliveira Ferreira da Silva, professora da rede estadual e municipal de Ensino em Careiro da Várzea, na Região Metropolitana de Manaus, já realizou dez formações pelo Escolas Conectadas. O seu curso preferido, e que indica aos colegas de profissão foi o “Escolas para Todos – Inclusão de Pessoas com Deficiência”.

Já a educadora baiana Jumaria Dias do Santos destaca os cursos de Projeto de Vida e de Cidadania Digital. Ela contou que estes conteúdos foram úteis não só para sua prática pedagógica, mas como mãe e cidadã. “O conteúdo destes cursos me trouxe a confirmação de que a escola é um espaço de transformação”, explicou.

Em Sergipe, a primeira formação que a professora Lucenilde Rodrigues Santos teve acesso foi de Produção colaborativa de conhecimento: redes para multiplicar e aprender. Com os conhecimentos que adquiriu e animada para botá-los em prática, criou o jogo que seria batizado de Quiz da Nossa Língua Portuguesa.

A atividade de perguntas e respostas envolve dois grupos de alunos. Cada equipe elaboraria enunciados para que integrantes “rivais” adivinhassem a resposta. Os enunciados consistiam em pequenos versos poéticos, declamados ao vivo para os colegas. A atividade deu tão certo que os pais dos estudantes entraram na brincadeira ajudando os filhos, orientando declamações e auxiliando em respostas difíceis.

A professora Débora Pizapio Moreno, do município de Corumbiara, a 730 quilômetros de Porto Velho (RO), já estava familiarizada com a educação a distância, pois foi por esta modalidade que cursou a faculdade de Pedagogia. Ela fez 14 formações da plataformas Escolas Conectadas e entre eles destaca o de Curadoria de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODA), que oferece uma capacitação em curadoria de planos de aula e ODAs nas áreas de Linguagens, Ciências Humanas, Matemática e Ciências da Natureza.

Débora desenvolveu diversas atividades com os alunos durante a pandemia. Sugeriu a montagem de formas variadas com materiais que vêm da natureza e a confecção de um cata-vento para o quintal da casa. Ainda criou o projeto Leitura e Vida no Campo com o objetivo de melhorar o nível de leitura das crianças.

Escolas Conectadas: as conquistas de 2020 e as expectativas para o futuro
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