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Crédito: Shutterstock
Por Carolina Pezzoni, do Promenino, com Cidade Escola Aprendiz
A constatação não é nova, mas enquanto permanecer sem resposta, merece a atenção: conforme os dados do Censo de Educação 2013, 67% dos educadores do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental no Brasil não possuíam habilitação para lecionar e 21% deles não haviam concluído o Ensino Superior. Levando estes dados em conta, somados às dimensões do país, atenuar a crise na formação de professores seria possível somente com o apoio de iniciativas e programas de maior escala, que vençam as limitações do formato presencial e invistam na formação, na aprendizagem e na troca de conhecimentos.

A Fundação Telefônica Vivo, que desde 2013 oferece oportunidades formativas para professores com atuação em contexto rural, a partir de 2016 amplia suas perspectivas: passa a se dedicar ao público de educadores tanto do campo quanto da cidade. Neste ano, o programa se encarrega da missão de fortalecer a cultura de inovação nas escolas públicas brasileiras.

Segundo Patrícia Behling Schäfer, doutora em Informática na Educação e parceira executora do Escolas Conectadas, o intuito é abrir novas possibilidades pedagógicas e proporcionar novos caminhos para a educação. “Trazemos para a plataforma tanto temáticas transversais como específicas do campo ou da cidade; e a tecnologia e a conectividade dão suporte para todas as ofertas”, esclarece.

Antes de iniciar a oferta de cursos, há três anos, a equipe realizou um mapeamento de assuntos interessantes aos professores – sondagem que é reavaliada a cada nova inclusão – e preparou as aulas online de acordo com as temáticas identificadas. Assim, em conjunto, é possível entender e contemplar as expectativas e os anseios dos participantes. “No primeiro ano”, conta Patrícia, “tivemos diversas formações presenciais, o que proporcionou um contato privilegiado com o nosso público e permitiu que, em 2014, nos concentrássemos na formação online”.

Para Patrícia, o Escolas Conectadas está no momento ideal para a ampliação de público, pois os princípios constituídos desde o início do projeto – como o foco nas interações, observar a implantação das experiências e o compartilhamento entre os participantes – estão mais sólidos para encarar a nova escala e conciliar demandas distintas. “É um desafio, mas temos condições de fazer esta correlação entre os dois públicos da educação pública no país. Agora, faremos de fato a conexão campo-cidade”, completa a especialista.

Em termos de estrutura, a plataforma muda pouco. Continua a oferecer duas modalidades, disponíveis para professores de escolas públicas, tanto de contextos urbanos como rurais, que tenham acesso à internet: Cursos com especialistas (40 horas, em vez de 30, como era antes) e Faça você mesmo (15 horas). Todos os cursos são certificados pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, parceira da Fundação Telefônica no programa: a carga horária dos cursistas é somada e enviada por e-mail no final do ano.

 

 

 

Além do número de horas, a diferença entre as duas modalidades está no formato de mediação. Os Cursos com especialistas, como mostra o nome, pressupõe a interação com um professor-formador. Já na modalidade Faça você mesmo, estreada em 2015, não há um percurso de estudos pré-definido: o cursista estabelece como e quando explorar um amplo repertório de materiais, sugestões de atividades, orientações e, principalmente, as interações com colegas cursistas da plataforma. Estes podem ser iniciados a qualquer momento – não há um período de matrículas – e devem ser concluídos em até 45 dias após o ingresso. As vagas são ilimitadas, o que viabiliza o aspecto de escala e a ampliação qualificada da rede de formação e de educadores.

A equipe responsável pela produção de conteúdos do Escolas Conectadas, assim como pela orientação a especialistas convidados, é composta de professores mestres e doutores nas áreas da Educação e Informática na Educação, com experiência na constituição de redes de aprendizagem a distância, que voltam a sua atenção para temáticas capazes de impactar concretamente as práticas com alunos e inspirar novas possibilidades pedagógicas em salas de aula.

Na opinião de Patrícia, o mais importante na conectividade e na interação legitimadas pelo programa Escolas Conectadas é o que são capazes de fazer por uma nova construção do conhecimento: “Investimos na ampliação e no fortalecimento de uma rede de professores para que eles permaneçam trocando e dando novos sentidos a essas práticas. Em última instância, esperamos transformar a relação dos alunos com o conhecimento”.

Escolas Conectadas: programa de formação online oferece cursos certificados a educadores do país
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