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Roda de conversa, troca com a comunidade e acolhimento do professor estão entre as práticas das instituições que compõem o Movimento de Inovação na Educação. Conheça!

Roda de conversa, troca com a comunidade e acolhimento do professor são algumas das práticas das instituições que compõem o Movimento de Inovação na Educação

Em 2017, a Organização das Nações Unidades (ONU) reconheceu o dia 21 de abril como data oficial para celebrar, em todo o mundo, a criatividade e a inovação, duas palavrinhas que ajudam a sociedade a traçar caminhos para um futuro mais sustentável. Quando o assunto é educação, estes conceitos são fundamentais para melhorar a aprendizagem, deixar a escola mais significativa, a gestão eficiente e professores e alunos mais engajados.

Em referência ao Dia Mundial da Criatividade e Inovação, pedimos a sete das escolas mais inovadoras do Brasil, integrantes do Movimento de Inovação na Educação, para compartilharem algumas de suas práticas mais significativas. Leia e inspire-se!

O Movimento de Inovação na Educação integra redes, escolas, profissionais, ativistas e iniciativas sociais pela transformação da educação em seus diversos campos. A parceria reúne a Fundação Telefônica Vivo, Associação Cidade Escola Aprendiz, a e Ashoka.

A hora e a vez do professor

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª Iêda de Seixas Souza, em São José do Rio Preto (SP), é organizada por meio da gestão democrática. Jogos e atividades que estimulam o trabalho em grupo e a cooperação trabalham valores positivos como senso de justiça, respeito e solidariedade. O destaque da diretora Juliana Ruiz, no entanto, vai para o trabalho de integração e acolhimento dos docentes:

“O importante é despertar em cada professor o desejo de que seu trabalho em sala de aula esteja conectado a um todo harmônico. Neste sentido, a escola implementou as práticas circulares baseadas nos princípios da Justiça Restaurativa. O processo circular favorece o fortalecimento dos vínculos, constrói o sentido comum do grupo e também oportuniza a consolidação do contrato didático em sala de aula, empoderando cada sujeito do processo educativo para o exercício do seu protagonismo”.

O mundo cabe aqui

Localizada em Manaus (AM), a EMEF Professor Waldir Garcia se destaca por receber alunos estrangeiros: haitianos, venezuelanos e até canadenses. Assim, integrar a cultura de outros povos faz parte das ações de inclusão da escola. A diretora Lúcia Cristina Cortez detalha um dos projetos que compõe essas ações:

“No Temperos do saber, trazemos os pais para ensinar receitas típicas aos alunos, que são trabalhadas de forma interdisciplinar. Os estudantes fazem pesquisa sobre as origens das receitas, vamos todos à feira para comprar os ingredientes, fazemos pesquisa de preço e análise da quantidade dos produtos. Depois, é claro, degustamos o prato. O objetivo é aproximar as famílias da escola, principalmente os estrangeiros. No ano passado, tivemos a Sopa da Liberdade, prato típico haitiano, e arepas da Venezuela”.

O que faz a liberdade

O Instituto Federal do Paraná (IFPR) Jacarezinho (PR) trabalha desde 2015 com um currículo fundamentado na criatividade docente, em autonomia e protagonismo estudantil. Em vez de aulas tradicionais, os estudantes têm à disposição Unidades Curriculares (UC) variadas e escolhem com quais se identificam.

Dependendo do contexto, inovação pode adquirir vários significados. Para a Fundação Telefônica Vivo, inovação educativa é criar e implementar novas ferramentas, metodologias ou modelos que tornem mais efetiva a aprendizagem e mais eficiente a gestão das escolas. Vale dizer que a inovação pode ou não incluir tecnologia.

“Um dos fundamentos de gestão é proporcionar condições para que docentes e alunos tenham liberdade. A construção de um novo currículo de Ensino Médio Integrado só foi possível porque temos liberdade de ensinar e aprender. A criatividade aflora abundantemente”, define David José de Andrade Silva, professor de inglês e português e um dos responsáveis pela implantação do novo currículo.

Escuta aberta

Alguns dos destaques da Escola Municipal de Mirantão, na zona rural de Bocaina de Minas (MG), é o trabalho com turmas multiseriadas e a integração com a comunidade local, que é sempre convidada a compartilhar seus saberes. Outra prática interessante foi inspirada em uma visita a uma escola da França, pela professora Suzana Pereira:

“Todos os dias, no início das atividades, os alunos do 1º ao 5º ficam em roda para compartilhar algo que desejam, exercitando a fala, a escuta respeitosa e o sentido de auto-organização de uma atividade.”

Desvendando o mistério

O Instituto Pandavas também mantém uma das escolas mais inovadoras do país e atende o Ensino Fundamental, em Monteiro Lobato (SP). Para as atividades em grupo, desenvolveu uma metodologia que favorece a interação com pessoas diferentes, evitando deixar os alunos somente com quem já têm  afinidade. Quem explica é o professor Nilton Almeida Silva:

“Por exemplo: o professor de Português quer formar dois grupos em uma turma com 20 alunos para trabalhar com Processos de Formação de Palavras. Ele escreve em papeizinhos dez palavras formadas por composição e dez por derivação e os dobra. Os educandos recebem os papeis, sem conhecer previamente o assunto tratado. Eles devem procurar seus semelhantes, dialogar, investigar e, a partir das pistas, descobrir o critério para a formação dos dois grupos. É surpreendente como, às vezes, descobrem relações não imaginadas pelo educador, mas igualmente corretas! Trata-se de uma atividade simples e eficaz, capaz de gerar momentos de diversão e aprendizado”.

Resgate das raízes

Localizada em Curitiba (PR), a Escola Municipal Júlia Amaral Di Lenna atende mais de 1.000 alunos de educação infantil e ensino fundamental com um currículo articulado, agregando diversas áreas do conhecimento e estimulando a pesquisa e a reflexão. Um dos trabalhos deste ano, feito em comemoração aos 50 anos da escola, ilustra bem essa articulação, como conta a diretora Julianna Laudicelli de Oliveira Cruz:

“No projeto Escolas do Mundo o objetivo é resgatar a nossa identidade buscando reflexão e conexão com outros lugares – escolas indígenas, rurais, das grandes cidades, com muitos ou poucos alunos e até de outros países. Além do resgate histórico de nossa escola, pesquisaremos sobre o sistema de educação como um todo, abordando o funcionamento da destinação de recursos em cada região e um levantamento sobre a infraestrutura, uso da tecnologia e as disciplinas trabalhadas no passado e presente.”

Aprendizado entre pares

Com uma proposta de desenvolvimento integral, a Escola Municipal Professor Ivan Galvão de França, em Águas de Lindoia (SP), agrupa alunos de 3 a 11 anos em ciclos de atividades que levam em conta o desenvolvimento de cada um ao longo do ano, em desafios cognitivos, físicos, emocionais e relacionais. A diretora Juliana Chorfe relata:

“Nosso trabalho pedagógico é desenvolvido baseado em interesse ou necessidade das crianças. As situações e oficinas propostas as levam a conviver, sentir, conhecer, fazer e ser, em uma aprendizagem que não se limita a conteúdos rígidos do currículo, mas acabam por constituir ações promovedoras das potencialidades de cada um.”

Escolas mais inovadoras do Brasil falam como transformar a educação
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