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ESTUDO ANALISA O IMPACTO DA PROGRAMAÇÃO NA EDUCAÇÃO, EMPREGABILIDADE E MERCADO DE TRABALHO.
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Saiba como a rede estadual de ensino inovou ao iniciar a formação de multiplicadores para fomentar a Cultura Digital a longo prazo no Ensino Médio, por meio do Pense Grande Tech - Eletivas

#Educadores#Parcerias#PenseGrandeTech

Imagem mostra grupo de educadores reunidos no evento de formação de multiplicadores. Eles estão em um parque, ao ar livre

 

“Acima de tudo, é gratificante perceber que as eletivas de Cultura Digital estão chegando na ponta e fazendo sentido para os estudantes. Agora, com a formação de multiplicadores nesse tema, temos a oportunidade de dar continuidade a esse processo de forma autônoma”, avalia Edvaldo Angelotti, técnico da Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso do Sul (SED-MS).

Depois de participar de formações em Pensamento Computacional e Narrativas Digitais, no primeiro semestre, o professor de História se juntou a outros 76 técnicos da Secretaria para participar de uma trilha formativa imersiva e presencial, que ocorreu em Campo Grande (MS), nos dias 28 e 29 de julho.

O objetivo do evento foi iniciar as 60 horas de formação de multiplicadores para apoiar cada regional na implementação da Cultura Digital no Novo Ensino Médio. Aliás, o estado de Mato Grosso do Sul avança nesse sentido desde o segundo semestre de 2021. Na ocasião, a rede firmou uma parceria com o programa Pense Grande Tech, da Fundação Telefônica Vivo.

Desde então, mais de 300 professores de escolas públicas do Ensino Médio concluíram as formações. E estão capacitados a aplicar as Eletivas que o programa oferece no eixo de Cultura Digital. O projeto conta, também, com o Instituto Conhecimento para Todos como parceiro executor.

Agora, a iniciativa amplia o escopo para garantir que as tecnologias digitais sejam inseridas de forma permanente e transversal no currículo dos estudantes.

“Assim, a ideia é que a Secretaria consiga multiplicar as competências digitais para uma nova geração de professores. Isto é, fazer com que essas práticas inovadoras ganhem escala e sustentabilidade no futuro”, concluiu Edvaldo.

De malas prontas para 2050 

“Refletir sobre as tecnologias digitais na educação ajudou a salvar o mundo”. A frase anônima foi colada em um painel de tweets, instalado no local do evento para a realização de uma das dinâmicas. Dessa maneira, a finalidade era resumir as atividades propostas durante os dois dias de imersão.

Isso porque os multiplicadores foram convidados a realizar missões em prol de um objetivo comum: viajar até um Congresso Internacional, no ano de 2050. Entretanto, nessa realidade distópica, a evolução social não acompanhou a tecnológica.

Por isso, os dez grupos formados durante o evento tiveram de apresentar soluções para a educação e para o mundo. Antes disso, porém, os educadores realizaram uma sucessão de preparativos para a viagem.

Eles tiveram que escolher os itens para colocar na mala, gravar um vídeo com intuito de passar pela imigração, criar protótipos com materiais recicláveis para atravessar caminhos perigosos e analisar bancos de dados para resolver desafios do Congresso.

“Conforme correlacionamos as tecnologias digitais com a resolução de problemas cotidianos, fica mais fácil se apropriar desse conhecimento.  A partir de então, é possível multiplicá-lo para outros educadores e estudantes”, explica Mônica Mandaji, presidente do Instituto Conhecimento para Todos.

Multiplicando soluções 

Além disso, as dinâmicas da formação de multiplicadores foram desenhadas para reforçar que é possível trabalhar competências digitais de forma divertida, criativa e desplugada. Mesmo sem contar com muitos recursos tecnológicos, os participantes puderam trabalhar a lógica por trás das tecnologias digitais.

“Nunca tinha visto a robótica acontecer dessa forma”, comenta Thiago Gonçalves, formador do Núcleo de Inovação da Secretaria de Educação. Formado em Análise de Sistemas, o professor não tem dificuldades com as tecnologias. Apesar disso, se surpreendeu com a dinâmica proposta a partir do uso de material reciclável. “Com poucos recursos, conseguimos aplicar todos os conceitos de pensamento computacional”, comenta.

Professora Renata Menegale

Já Renata Menegale chegou à formação de multiplicadores sem nenhuma familiaridade com as ferramentas digitais. Ela trabalha há três anos na Secretaria, prestando orientação pedagógica para as escolas do Ensino Médio na área de Linguagens. A expectativa da educadora é interligar a Cultura Digital com as demais áreas do conhecimento.

“A princípio, tive dificuldade para quebrar a estrutura analógica do meu pensamento. Mas observando os formatos criados pelos colegas, estou despertando novas possibilidades de resolver problemas. Já me sinto mais segura para direcionar os professores e indicar caminhos para que eles enriqueçam suas práticas pedagógicas”, conta Renata.

Depois de ter um primeiro contato com as temáticas de cada uma das três eletivas ofertadas, os multiplicadores tiveram de escolher apenas uma trilha formativa para se aprofundar ao longo do próximo semestre. Entre elas estão a de Narrativas Digitais, Robótica Sustentável e Ciência de Dados.

Abaixo, ouça o depoimento do professor Diógenes Trevisan, formador técnico da Central Regional do município de Coxin (MS), sobre a importância da formação para os multiplicadores.

Formação de Multiplicadores como estratégia de sustentabilidade

Embora a rede estadual de Mato Grosso do Sul já trabalhe a formação docente como uma política educacional local, a parceria com o Pense Grande Tech ofereceu a oportunidade de garantir a integração das tecnologias digitais no currículo e o suporte para manter esse conhecimento dentro da rede.

“Quando formamos professores, desenvolvemos um capital intelectual que fica atrelado àquele grupo específico de profissionais. Por isso a importância de ter técnicos em condições de multiplicar e dar continuidade aos projetos a longo prazo”, reforça o professor Davi de Oliveira, coordenador de políticas para o Ensino Médio e Educação Profissional da SED-MS.

De acordo com a Gerente de Projetos Sociais da Fundação Telefônica Vivo, Lia Roitburd, a parceria com a rede de Mato Grosso do Sul é destaque não apenas pela mobilização da Secretaria para investir na infraestrutura tecnológica das escolas. Mas também pela articulação entre os diversos atores envolvidos na educação do estado.

“Dessa forma, os professores têm o seu processo de desenvolvimento assegurado, ao mesmo tempo em que recebem apoio de forma ampliada e contínua. Como resultado, os estudantes da rede serão cidadãos mais críticos, criativos e responsáveis pelo uso que fazem dos meios digitais”, conclui Lia Roitburd.

Mato Grosso do Sul amplia a Cultura Digital nas escolas públicas e forma rede de multiplicadores
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