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A Fundação Telefônica e a ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) anunciaram os vencedores do 5º Concurso Causos do ECA!

Fundação Telefônica e ANDI anunciam vencedores do 5º Concurso Causos do ECA

A Fundação Telefônica e a ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) anunciaram na noite de ontem, dia 24, os vencedores do 5º Concurso Causos do ECA. A cerimônia de premiação aconteceu na Sala São Paulo, em São Paulo, com a presença de 950 pessoas, que assistiram à  leitura dramática de uma das histórias finalistas pela atriz Selma Egrei, sob a direção de Vladimir Capella, e apresentação musical especial de Toni Garrido, acompanhado da Orquestra Alegro, sob a regência do maestro Renato Misiuk.

O Concurso Causos do ECA reúne histórias contadas por pessoas que viveram ou presenciaram situações em que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) mudou para melhor a vida de crianças e adolescentes. Neste ano, às duas tradicionais categorias em texto – “ECA como Instrumento de Transformação” e “ECA na Escola” – somaram-se as versões vídeo para ambas e a etapa Funcionários Telefônica, que contou com a participação de empregados das empresas do Grupo Telefônica no Brasil.

Trata-se de uma iniciativa da Fundação Telefônica, em parceria com a ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), por meio do Portal Pró-Menino (www.promenino.org.br), cujo gestor executivo é o CEATS (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), da FIA (Fundação Instituto de Administração).

Os premiados

Sueli Leite da Silva Pereira, de São José dos Campos (SP), foi a vencedora em “ECA como Instrumento de Transformação – versão texto”, narrando a história de um menino que, esperando ter uma vida melhor, foi viver com a prima em outra cidade. Nessa nova casa, o menino passou a ser obrigado a fazer todas as tarefas domésticas e foi impedido de freqüentar a escola. Mas, uma vizinha percebeu o problema e o levou ao Conselho Tutelar, que identificou os maus-tratos. A partir daí, ele ficou em abrigo, enquanto o paradeiro de seu pai era rastreado. Finalmente, o pai foi localizado e se dispôs a buscá-lo.

Na versão vídeo, o prêmio foi para a equipe formada por Mariza Benevenuto da Costa, Marília Barroso de Paula, Sandra Mara Galeano Lacerda, Ricardo Vieira de Paiva e Richarles de Paula Souza, de Cataguases (MG). Utilizando bonecos, a animação  narra a história de João, menino que sofria com problemas familiares, em especial o alcoolismo do pai. O Conselho Tutelar recebe a denúncia e encaminha a família para a rede de proteção.

Talitha de Melo e Silva Barbosa, de João Pessoa (PB), venceu a categoria “ECA na Escola – versão texto”, com o causo A aula de Ana Lúcia. Trata-se da história de uma menininha com menos de 10 anos que sofreu racismo da professora e não teve dúvida: correu ao orelhão e discou 190. Foi atendida, a viatura policial foi na escola e a professora acabou perdendo o cargo. Atualmente, a menina estuda em outra escola e apresenta um desempenho muito bom.

Já na versão vídeo, na mesma categoria, a vencedora foi Mariana Sant´Ana Miceli, de Florianópolis. O vídeo é um documentário sobre o projeto “Crescer Direito”, que surgiu a partir de uma idéia que nasceu na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atravessou os muros acadêmicos e foi parar na sala de aula de uma escola estadual. Através de jogos cooperativos, debates e atividades lúdicas, orientadas pelo professor de sociologia da escola e os alunos de pós-graduação em Direito, os adolescentes da escola estadual vivenciaram os princípios do ECA.

Entre os empregados do Grupo Telefônica, o primeiro lugar ficou com Tianny Janes Lemos, da TGestiona, de São Paulo. O causo conta a história de três irmãs que sofriam com o alcoolismo da mãe e do padastro. As meninas passavam fome, foram afastadas da escola e acabaram sob a tutela de uma tia, que as acolheu com amor. A mãe, no entanto, se recuperou e as reconquistou.

Primeiro e segundo lugar de cada categoria receberam, respectivamente, R$ 10 mil e R$ 5 mil. Durante o evento, também foi lançado o livro “Causos do ECA: Sua História é a Nossa História”, com os causos finalistas comentados por personalidades como Heloísa Prieto, Antônio Carlos Gomes da Costa, Fani Hisgail, Miguel Arroyo, Milu Vilela, Raí de Oliveira e Sérgio Haddad. As 32 histórias finalistas também estão disponíveis no portal (www.promenino.org.br).

Vencedores do 5º Concurso Causos do ECA:
Categoria “ECA como Instrumento de Transformação” – Texto
1º – Sueli Leite da Silva Pereira, de São José dos Campos (SP) – Um sonho realizado pelo direito garantido
2º – Francismar Lamenza, de São Paulo (SP) – A prioridade absoluta do ECA para uma criança muito especial

Categoria “ECA como Instrumento de Transformação” – Vídeo
1º – Mariza Benevenuto da Costa, Marília Barroso de Paula, Sandra Mara Galeano Lacerda, Ricardo Vieira de Paiva e Richarles de Paula Souza, de Cataguases (MG) – Transformando Vidas
2º – Abimael Moura Santos e Oswaldo Filho, de Gandu (BA)  – Brincadeira

Categoria “ECA na Escola” – Texto
1º – Talitha de Melo e Silva Barbosa, de João Pessoa (PB) – A aula de Ana Lúcia
2º – Luciane Maria Carmeille, de Peruíbe (SP) – Unidos nós fazemos a diferença

Categoria “ECA na Escola” – Vídeo
1º – Mariana Sant´Ana Miceli, de Florianópolis (SC) – A vida é uma invenção
2º – Claudete Filomena Richieri, de Jaú (SP) – Turma da Maga em cena

Etapa Funcionários Telefônica
1º – Tianny Janes Lemos, da TGestiona, de São Paulo (SP) – A lei do amor
2º – Rafael Cruz Ribeiro, da Atento, de São Paulo (SP) – Dois Meninos

Números do concurso:

A quinta edição do concurso registrou um total de 784 trabalhos inscritos e participação de todos os Estados brasileiros. Além disso, foram registradas 24 histórias contadas por empregados do Grupo Telefônica.

A maior parte das histórias foi enviada pela região Sudeste (64%), seguida das regiões Nordeste (17%), Sul (14%), Centro-Oeste (3%) e Norte (2%). Apenas o estado de São Paulo registrou um total de 353 histórias inscritas. Os Causos abordaram diversos temas, como abandono e negligência, atos infracionais, medidas socioeducativas, precariedade da situação familiar, inclusão escolar, violência doméstica e protagonismo juvenil.

As mulheres escreveram mais e correspondem a 64,9% dos participantes; 31% dos causos foram enviados por pessoas com idades entre 18 e 29 anos e 54,4% dos inscritos têm ensino superior completo. Os educadores representaram 26% do total de participantes, seguidos por conselheiros tutelares (17%) e de assistentes sociais (6%). Na sequência, aparece uma grande variedade de perfis profissionais.

A categoria geral “ECA como Instrumento de Transformação – versão texto” respondeu por 72% das inscrições, enquanto 21% das histórias foram enviadas para a categoria “ECA na Escola – versão texto”. Os vídeos da categoria “ECA como Instrumento de Transformação” representaram 6% dos inscritos, enquanto que os vídeos com a temática “ECA na Escola” responderam por 1%, apesar da lei federal que determina que o Estatuto seja aplicado e debatido como tema curricular nas escolas brasileiras, para estimular a aplicação da lei.

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