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Os itinerários formativos representam a parte flexível da matriz curricular do Novo Ensino Médio. Entenda como eles funcionam!

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Imagem mostra a ilustração de uma jovem com os braços curvados para o alto, demonstrando estar em dúvida sobre uma questão, possivelmente sobre os itinerários formativos. Ao seu lado, há ilustrações que representam as quatro áreas do conhecimento do Novo Ensino Médio.

Um dos objetivos do Novo Ensino Médio é flexibilizar a matriz curricular, ou seja, uma parte do currículo para desenvolver a autonomia e o protagonismo dos estudantes durante essa etapa de ensino. Assim sendo, na prática essa proposta acontece por meio dos itinerários formativos.

Antes de tudo, é importante lembrar que as principais mudanças no Ensino Médio também envolvem o aumento da carga horária total — de 2.400 para 3.000 horas —  e a reformulação do currículo a partir de quatro áreas de conhecimento.

Nesse sentido, os itinerários formativos representam a parte flexível da matriz curricular do Novo Ensino Médio (2022), ou seja, representam um conjunto de disciplinas, projetos e oficinas que os estudantes poderão escolher de acordo com seus interesses, aptidões e projetos de vida.

Então, juntamente com as disciplinas obrigatórias, esse componente pretende garantir uma formação integral e mais conectada com as demandas do século XXI. Além disso, a proposta é engajar o estudante no próprio processo de aprendizagem.

Matriz curricular do Novo Ensino Médio FORMAÇÃO GERAL BÁSICA Conjunto de competências e habilidades previstas na etapa do Ensino Médio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Carga horária total mínima: 1.800 horas. Áreas do conhecimento: ● Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Língua Materna, Artes e Educação Física) ● Matemática ● Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia) ● Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Filosofia, Sociologia) ITINERÁRIOS FORMATIVOS Conjunto de atividades educativas que os estudantes podem escolher conforme seu interesse para aprofundar e ampliar aprendizagens em uma ou mais Áreas de Conhecimento e/ou na Formação Técnica e Profissional. Carga horária total mínima: 1.200 horas. OBJETIVOS: ● Ampliar e aprofundar aprendizagens sobretudo relacionadas às Áreas de Conhecimento e/ou Formação Técnica e Profissional. ● Consolidar a formação integral dos estudantes desenvolvendo a autonomia e o projeto de vida. ● Promover valores universais como ética, liberdade, justiça social, democracia, solidariedade e sustentabilidade. ● Desenvolver habilidades visando construir uma visão de mundo heterogênea e tomar decisões nas mais diversas situações cotidianas. TIPOS DE ITINERÁRIOS FORMATIVOS ● Aprofundamento > Promove o mergulho do estudante nas áreas de conhecimento. Nesse caso, a ideia é propor atividades pedagógicas que apliquem os conhecimentos específicos em situações cotidianas. ● Formação técnica e profissional > Prepara os estudantes para o mercado de trabalho. Logo, desenvolve competências por meio de cursos de formação continuada ou habilitação técnica de nível médio. Exemplo: Desde que esteja articulado com os eixos estruturantes, programas de aprendizagem profissional, como os de Jovem Aprendiz, podem entrar na carga horária. ● Integrado > Propõe arranjos curriculares que combinam mais de uma área de conhecimento e/ou formação técnica e profissional. Lembrete: As escolas têm autonomia para decidir o que faz mais sentido para o contexto local. Fonte: Referenciais Articulados para elaboração de Itinerários Formativos, 2019.

Como se organizam os itinerários formativos? 

Conforme mencionado anteriormente, os itinerários formativos são a parte flexível da matriz curricular do Novo Ensino Médio. Ainda assim, eles têm de ser organizados levando em consideração, pelo menos, um dos eixos estruturantes abaixo:

4 eixos estruturantes dos itinerários formativos Investigação Científica Objetivo: Investigar a realidade por meio da realização de práticas e produções científicas. Processos Criativos Objetivo: Expandir a capacidade dos estudantes de idealizar e realizar projetos por meio da criatividade. Mediação e Intervenção Sociocultural Objetivo: Ampliar a capacidade de realizar projetos que contribuam com a sociedade e o meio ambiente. Empreendedorismo Objetivo: mobilizar conhecimentos de diferentes áreas para articular saberes relacionados ao projeto de vida. Fonte: Referências Curriculares para Elaboração dos Itinerários Formativos, 2019.

Em outras palavras, isso significa que as ações educativas devem desenvolver competências e habilidades alinhadas ao foco pedagógico de cada eixo estruturante. Embora as redes de ensino não precisem trabalhar obrigatoriamente todos os quatro eixos, a ideia é integrá-los sempre que possível.

Dessa forma, os estudantes têm a chance de desenvolver conjuntos diversificados de habilidades para alcançar uma formação integral. Certamente, os itinerários formativos representam uma oportunidade para a flexibilização da matriz curricular do Novo Ensino Médio (2022).

Mas, afinal, quem define os percursos formativos? 

Antes de tudo, cada rede de ensino tem autonomia para definir os tipos de itinerários formativos e a sequência dos eixos estruturantes ao longo dos três anos de Ensino Médio. Sendo assim, os caminhos a serem percorridos variam conforme o contexto local.

Por exemplo, cabe às escolas decidir se os itinerários serão apresentados em forma de disciplinas, oficinas ou projetos. Assim também funciona a escolha entre oferecer aos estudantes apenas itinerários de aprofundamento ou combiná-los com a Formação Técnica e Profissional.

Seja como for, a decisão deve levar em conta os seguintes aspectos:

Diversificando as experiências de aprendizagem 

De acordo com o Ministério da Educação é importante oferecer mais de um itinerário formativo por município. Ao passo que os estudantes possam escolher uma sequência formativa ao longo da etapa de ensino.

Nesse sentido, as disciplinas eletivas são uma oportunidade de complementar as áreas de aprofundamento escolhidas pelo estudante.

Mas a principal diferença entre os itinerários formativos e as eletivas está na duração. O primeiro guia o percurso do estudante durante o segundo e o terceiro ano do Ensino Médio. Já as eletivas têm carga horária menor, apresentando uma nova opção de escolha a cada seis meses.

Sob o mesmo ponto de vista, as escolas podem propor parcerias com outras instituições da cidade com o objetivo de ofertar mais opções de escolha.

Assim, é possível aproveitar os espaços de universidades e centros culturais para diversificar as experiências de aprendizagem.

Como apoiar os estudantes no processo de decisão? 

Tanto os itinerários formativos quanto as eletivas precisam levar em consideração as demandas dos  estudantes do século XXI.

Não à toa, o projeto de vida passou a ser componente curricular obrigatório durante o Ensino Médio. Ou seja, a partir desse espaço, os estudantes podem trabalhar o autoconhecimento e a consequência de suas escolhas.

Por outro lado, é preciso que os educadores também estejam preparados para orientá-los nesse processo de decisão.

Dessa maneira, o veículo Porvir e o grupo de trabalho do Ensino Médio do Movimento pela Base formularam quatro parâmetros para apoiar os educadores nesse momento de mediação dos estudantes.

Apoiando as escolhas dos estudantes

  1. Estabeleça critérios bem definidos sobre o que e como escolher os componentes curriculares.
  2. Assegure que existam espaços de decisão disponíveis desde o 1° ano do Ensino Médio, ainda que eles não estejam relacionados aos itinerários formativos.
  3. Escute os estudantes sobre seus projetos de vida e ofereça ajuda para identificar os interesses e aptidões que mais dialogam com os objetivos deles.
  4. Permita que os jovens possam mudar de Itinerário Formativo, caso não se adaptem. Certifique-se de que eles aproveitem as habilidades adquiridas na próxima etapa de desenvolvimento.

Fonte:Novo Ensino Médio – Movimento pela Base e Porvir, 2019.

Ensino Médio: o que são itinerários formativos e como funcionam na prática?
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