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A pedagoga Marina Salva adaptou a atividade Batalha de Nomes do portal TRILHAS para o ensino remoto. Conheça essa e outras propostas disponíveis na plataforma!

#Educação#Ferramentas#Trilhas

A pedagoga e professora, Marina Salva da rede municipal de ensino de Canoas (RS).

“De todos os anos escolares, sinto que a Educação Infantil e os primeiros anos do Ensino Fundamental foram os mais impactados [pela interrupção das aulas presenciais]”, lamenta a professora e pedagoga Marina Salva, da rede municipal de ensino de Canoas (RS).

Graduada em Pedagogia e pós-graduada em Alfabetização e Letramento e em Neuropsicopedagogia, Marina ressalta a importância do vínculo das crianças com a escola e seus profissionais nessa etapa. “Os alunos do primeiro ano, por exemplo, necessitam da mão da professora, auxiliando-os a escrever, enquanto os pequenos precisam de colo”, explica.

Ela pontua que, antes da pandemia, não tinham muito contato com a tecnologia, ou não deveriam ter por longos períodos, em função dos efeitos do excesso do uso tela. “Na sala de aula você caminhava por entre os alunos e fazia intervenções pontuais. Agora não conseguimos ver o que eles estão produzindo na mesma hora. A dinâmica é muito diferente”, acredita a docente.

 

Motivando alunos com jogos 

Para driblar as dificuldades do ensino remoto, Marina busca motivar os estudantes com aulas cada vez mais lúdicas e diferentes. Ela propõe atividades em que as crianças consigam montar um jogo ou uma brincadeira, e, assim, tenta sempre mantê-los em movimento. “Se a aula on-line não é atrativa e apresenta sempre a mesma coisa, os alunos não vão querer participar”, pontua.

Para motivar os alunos na fase de alfabetização, é preciso antes de tudo encantá-los com o mundo letrado. “Tento mostrar a eles o quão legal é ler e escrever. Conto muitas histórias, eles gostam bastante. É algo que empolga”.

Marina Salva foi convidada pelo portal TRILHAS para adaptar o jogo Batalha dos Nomes para o ensino remoto. O jogo consiste em comparar o tamanho dos nomes dos animais representados nas cartas. “Eu uso o Batalha de Nomes tanto no presencial quanto no on-line”, conta a pedagoga.

O jogo trabalha a consciência silábica, ou seja, a capacidade de reconhecer e manipular as sílabas das palavras. Esta habilidade é fundamental para a criança no processo de alfabetização, pois elas desenvolvem a percepção de que as sílabas são compostas por sons e que a palavra escrita tem relação com o que é falado.

Nas aulas presenciais o jogo Batalha dos Nomes era feito a partir de cartas impressas. Agora, com a pandemia, a professora compartilha a atividade na tela. Ela escolhe duas cartas com imagens de animais para que os alunos façam a batalha: comparar duas cartas para saber qual tem mais sílabas. Por exemplo, o nome BORBOLETA tem quatro sílabas, e o nome MACACO, três sílabas. Nesse caso, o nome maior é BORBOLETA, e por isso esta sai vencedora da batalha.

Antes de iniciar a batalha propriamente dita, a professora brinca bastante com as palavras. Ao mostrar uma carta, os alunos precisam fazer uma ação que represente a quantidade de sílabas, como dar pulos, bater palmas, contar com os dedos.

Além de desenvolver a consciência silábica, Marina ressalta a importância da dinâmica para auxiliar as crianças a superar o realismo nominal. “Por exemplo, o Leão é o rei da selva, né? Os alunos tendem a achar que o Leão, na batalha de nomes, vai ganhar da Lagartixa, que é um bicho pequeno. Isso é o realismo nominal. Quando a gente mostra que o LE-ÃO tem dois pedaços, e LA-GAR-TI-XA tem quatro, isso volta a atenção deles para a escrita e não para o tamanho dos bichos”.

Após o jogo, como forma de sistematização, a professora instrui os estudantes a fazerem um registro escrito no caderno.

Como os jogos de consciência fonológica são indispensáveis para o processo de alfabetização, Marina enviou o PDF do jogo para as famílias. Os responsáveis conseguem imprimi-lo e jogar em casa com as crianças.

 

Mais conteúdos digitais para incentivar a alfabetização

O Portal TRILHAS é uma iniciativa da Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o Instituto Natura, que oferece conteúdos digitais como complemento à formação continuada de professores alfabetizadores. Veja abaixo outras duas atividades lúdicas da plataforma.

 

O jogo consiste em encontrar, dentro de uma cartela com quatro imagens, aquela que não se inicia com a mesma sílaba oral que as demais, identificando, assim, a palavra chamada de “invasora”. Neste jogo as crianças têm o desafio de identificar que algo no modo como é dita a palavra invasora não segue o padrão das demais. Esse desafio favorece a consciência fonológica sobre as palavras que iniciam com a mesma sílaba oral.

A versão adaptada do jogo “Descubra o Invasor” para o ensino remoto está disponível no portal TRILHAS.

 

Diante de um conjunto de nomes de brinquedos, as crianças devem identificar aquele que se refere à imagem sorteada. Para isso, analisam a escrita dos nomes a partir das sequências sonoras que os compõem. Neste jogo os estudantes utilizam o conhecimento que têm sobre as letras (especialmente os nomes de cada uma) e sobre as palavras cuja escrita já é conhecida.

Jogos de consciência silábica auxiliam no processo de alfabetização dos alunos
Jogos de consciência silábica auxiliam no processo de alfabetização dos alunos