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O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, usa obras interativas e uma arquitetura inovadora para trazer o pensamento científico para o cotidiano.

Educativo do Museu do Amanhã engloba tendências tecnológicas

O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, usa obras interativas e uma arquitetura inovadora para trazer o pensamento científico para o cotidiano.

Debruçado sobre o píer da baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, o edifício grandioso tem as bromélias como inspiração arquitetônica. Dentro de seus corredores em labirinto, o visitante deve se desafiar: aquele não é um lugar de respostas dadas, afinal, nada que diz respeito ao futuro está posto. O amanhã é um conceito tão cheio de possibilidades que só pode ser pensado com poesia e experimentação. Tendências e futuro são palavras que quase nunca remetem a museus, mas o Museu do Amanhã é como descrito acima: um lugar gerador de perguntas.

O museu já ocupou diferentes lugares na história, desde acervos que só podiam ser acessados por quem fosse da nobreza até a abertura do primeiro museu público, o Louvre (França), em 1793. A primeira geração de museus são os de preservação do passado; a segunda, os que ensinam sobre o presente, como os de ciência. A terceira e mais recente propõe o museu como espaço de interação, que instiga o visitante a explorar possibilidades futuras. É nessa que o Museu do Amanhã está inserido.

Em entrevista ao portal Ciência Hoje, o curador e físico Luiz Oliveira afirma que a ideia é tornar o museu um local “em que a ciência é aplicada à exploração das possibilidades de construção de um amanhã, onde as pessoas são convidadas a explorar essas vias de construção de futuro a partir dos instrumentos que a ciência contemporânea nos oferece”.  Inaugurado em 2015, ele foi construído no centro histórico do Rio de Janeiro, tanto como parte da revitalização do espaço, como ponte simbólica entre o passado e o amanhã.

A arquitetura do prédio, desenhada pelo espanhol Santiago Calatrava, foi criada para dialogar com seu entorno de maneira sustentável. O visitante é levado progressivamente pelas áreas da exposição principal. Todos os cenários (Cosmos, Terra, Antropocenos e Amanhãs), atualizados periodicamente, foram desenhados por uma equipe de filósofos, biólogos e historiadores de vários países.

Na foto, destaca-se o prédio do Museu do Amanhã, um projeto arquitetônico espanhol Santiago Calatrava, construído no Rio de Janeiro

As obras em exposição foram criadas para que o itinerário do visitante seja sensorial. No lugar de simplesmente explicar como funcionam as correntes do oceano, panos translúcidos do artista plástico Daniel Wurtzel flutuam, transmitindo a fluidez e a poética do movimento das águas. Outro exemplo é a expedição imagética pela biodiversidade da terra, que conta com mais de 10 mil fotos do cinegrafista e biólogo Cristian Dimitrius.

Se as obras, a arquitetura e a expografia são repletas de tecnologia desde a sua concepção, o museu também tem uma inteligência própria de interação com seu visitante. Um cérebro digital oferece informações adicionais para os usuários, mapeando seus itinerários para saber quais as obras mais visitadas. Essa inteligência também é capaz de guardar o percurso feito, fazendo com que, em um próxima visita, sejam sugeridos lugares diferentes para otimizar a experiência.

O museu tem um programa de educação com capacidade de impactar 90 mil pessoas por ano. Nas visitas guiadas para escolas, educadores transdisciplinares incitam adolescentes e crianças a pensar em amanhãs diversos, além de refletir sobre a arquitetura do museu e também seu entorno. “Nosso trabalho tem como norte a formação em Ciência e Cultura. O objetivo é incentivar o desenvolvimento do pensamento científico, sempre desmitificando a ciência e aproximando-a do cotidiano”, diz a gerente de Educação do museu, Melina Almada.

O pesquisador e especialista George Siemens escreveu que “nossa habilidade de aprender o que precisamos para amanhã é mais importante do que o que sabemos hoje”. É sobre os pilares das tendências para o futuro que o Museu do Amanhã se firma, não só como acervo do conhecimento sobre possíveis cenários, mas também renovando a estrutura de museu e seu lugar na sociedade como espaço de constante reflexão.

No museu do futuro, a ciência é arte e cotidiano
No museu do futuro, a ciência é arte e cotidiano