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O espaço, localizado na zona sul da capital paulista, é aberto tanto para os alunos quanto para a comunidade

Três jovens em volta de uma mesa no Lab Maker Arrastão

O espaço, localizado na zona sul da capital paulista, é aberto tanto para os alunos quanto para a comunidade

Fazer bijuterias, construir maquetes, ou simplesmente criar o que quiser em um laboratório de “faça você mesmo”. Esses são alguns produtos e ideias que pipocaram na mente dos jovens frequentadores da ONG Arrastão, no Campo Limpo, região sul de São Paulo. Se antes parecia difícil executá-las, o dia 11 de setembro marcou a possibilidade de finalmente tirá-las do papel. Os 450 crianças e jovens da organização poderão usufruir do primeiro laboratório maker da região, o Lab Maker Arrastão, aberto não somente para eles, mas para toda comunidade.

Há cinco anos, a Fundação Telefônica Vivo firmou parceria com a organização por meio do Programa Pense Grande, sobre difusão do empreendimento social para jovens em algumas regiões de São Paulo, e que oferece workshops e oficinas ligadas ao desenvolvimento de ideias de impacto social.

Em uma ação da Fundação com as marcas Ray-Ban e a Casa das Alianças, que deram descontos aos colaboradores na compra de produtos. Parte do valor arrecadado com as vendas foi revertido para contribuir com a compra de equipamentos para o Lab Maker Arrastão. O espaço ganhou impressoras 3D, de corte a laser, computadores para programação e ferramentas como o Arduino – placa eletrônica de baixo custo.

“Todo laboratório maker é regido por um espírito de liberdade: ele deve ser livre ao público e se constituir como lugar de criatividade”, explica Amanda Pellini, educadora do Arrastart e responsável pelo espaço. “A ideia é que jovens se apropriem do laboratório, principalmente a juventude negra e as mulheres – algumas das populações que mais acessam a organização. Queremos que eles venham com ideias mirabolantes e usem as matérias-primas para construir”, diz.

As jovens Yasmin Santos e Ketlyn Cristina, de 14 e 16 anos, têm planos para o laboratório. Elas querem utilizar as máquinas para criar bijuterias ativistas, voltadas para a população negra. “É uma perspectiva muito interessante poder tirar nossas ideias do papel e mostrar o que inventamos para mundo. Ficamos muito orgulhosas de ter algo feito à mão”, relata Ketlyn.

Lab Maker acessível

Além de ficar à disposição dos alunos, o Lab Maker é aberto para a comunidade. “Por conta do poder social da região, o empreendedorismo já faz parte do cotidiano dos habitantes do Campo Limpo. E um laboratório aberto convida a iniciativa de ocupá-lo, porque você é automaticamente atraído pela máquina livre”, conta Amanda Pellini.

A ideia é que os moradores usem o espaço não somente para criar produtos ou aprender novos ofícios, mas também como lazer. “Eles podem trabalhar seus sentimentos, afetos e ócio, porque o Lab Maker Arrastão não é necessariamente um lugar para produção, e sim de criação”, diz a educadora.

Ainda não há uma programação definida de aulas, mas haverá oficinas de introdução à programação e de utilização do maquinário. O coordenador Henrique Heder conta que está muito entusiasmado com as perspectivas. “Esse laboratório irá servir tanto para formar uma nova geração de empreendedores sociais e tecnológicos, como também para apoiar os já existentes, formados pelo projeto. É muito importante que os jovens de periferia tenham acesso a essa iniciação tecnológica, apropriando-se das ferramentas para construir suas carreiras e negócios, além de poder apoiar sua comunidade”.

ONG Arrastão inaugura primeiro Lab Maker do bairro Campo Limpo, em São Paulo
ONG Arrastão inaugura primeiro Lab Maker do bairro Campo Limpo, em São Paulo