Saltar para o menu de navegação
Saltar para o rodapé
Saltar para os conteúdos
Saltar para o menu de acessibilidade
Novo Ensino Médio: primeiro itinerário de formação técnica e profissional em Ciência de Dados. Saiba mais

Por acreditar que é preciso retribuir pelo que já recebeu, Geciclelma Lobato vem construindo uma linda trajetória de voluntariado. Conheça a história da Embaixadora do Comitê de Santarém, no Pará

#ProgramadeVoluntariado#TransformandoVidas#Voluntariado

Imagem mostra a voluntária Geciclelma. Ela usa uma camiseta na cor roxa, está segurando um celular com a mão direita e mostrando ele para a câmera. Ela está sorrindo. Na tela do celular, há uma imagem na cor roxa com a ilustração de um coração.

O voluntariado surgiu na vida de Geciclelma Lobato como uma forma de expressão de um sentimento. “Eu me dispus a ajudar o próximo para realizar um ato de gratidão, por não poder pagar a quem ajudou minha família quando mais precisamos”, afirma.

Em 2004, ela deixou o município de São Bento, no sertão da Paraíba, com sua irmã Gercicleide e os dois sobrinhos. O destino era a cidade de Santarém (PA), uma das mais antigas da região amazônica. A mudança aconteceu devido a uma promessa de trabalho feita a Gercicleide. Era uma oportunidade para a família prosperar. Geciclelma acompanhou a irmã na viagem para poder cuidar das crianças.

“Mas fomos enganados por uma falsa promessa. Não existia nenhuma oferta de emprego. E de repente, nos vimos passando fome em um lugar onde não conhecíamos ninguém”, recorda.

As irmãs chegaram a trocar por comida alguns dos poucos pertences que tinham. Até que a família foi acolhida e amparada pelos voluntários de uma igreja da cidade, que doaram cestas básicas e garantiram o essencial para a sua sobrevivência.

Com o passar do tempo, esse cenário de incerteza foi ficando para trás. Geciclelma começou a trabalhar em uma loja de confecções, enquanto sua irmã passou a fazer redes para vender.

“Depois de seis anos, ela voltou para a Paraíba e eu continuei aqui. Sempre foi tudo muito apertado, mas depois que vim trabalhar na Vivo minha vida mudou completamente”, comenta.

Voluntariado não é trabalho, é retribuir o que se recebe

Há seis anos, Geciclelma faz parte do grupo de colaboradores do Grupo Telefônica. Ela se apaixonou pelo Programa de Voluntariado logo que chegou à companhia, e não pensou duas vezes em participar.

“Acredito na possibilidade de retribuir aquilo que recebi. De saber que podemos estender a mão para alguém quando menos se espera. O voluntariado está há muitos anos no meu coração. Desde 2004, quando fui amparada pela igreja e quis retribuir por tudo o que recebi, ajudando ao próximo. Para mim, voluntariado não é um trabalho. Porque trabalho é o que a gente faz querendo algo em troca. Com o voluntariado não espero receber nada. Só quero doar o que tenho: amor e carinho”, declara.

Na primeira vez em que realizou uma ação como Embaixadora do Comitê de Santarém, ela teve o desafio de conseguir 30 voluntários para fazer a organização de uma escola. Comprometida, reuniu 100 voluntários para a ação e para divulgar aos moradores da cidade as iniciativas da empresa.

“Ninguém conhecia o trabalho feito pelo Grupo Telefônica em benefício das pessoas da cidade. Divulgamos as ações em grupos de amigos, na igreja, na faculdade. Pessoas que não conhecíamos passaram a enviar mensagens para saber como poderiam ajudar e fazer doações de cestas básicas, lanches e brinquedos. Isso aconteceu um ano antes da pandemia”, detalha.

Geciclelma também deixa uma dica para as pessoas que têm o desejo de realizar ações de voluntariado, mas que por algum motivo ainda não deram o primeiro passo.

“Permita-se viver a primeira experiência. Você verá que não vai conseguir mais parar! Se você faz algo com amor, isso contagia as demais pessoas. Conheço pessoas que não trabalham mais na empresa, mas sempre querem participar do Dia dos Voluntários. Isso porque o clima contagia, nos movimenta e faz com que cada um de nós se desafie a dar o primeiro passo.”

Saiba mais sobre a história de Geciclelma com o voluntariado.

O que te motiva a realizar ações de voluntariado?

Ver o brilho nos olhos de uma pessoa beneficiada. Aquele olhar que “sorri” com uma expressão de agradecimento. Porque acredito que os olhos falam. Ou ouvir um “muito obrigado” de alguém. Uma pessoa que passa por necessidade me motiva a querer fazer mais para poder ajudá-la.

Como o trabalho voluntário transforma a sua vida?

O voluntariado me traz retribuição para o que eu preciso em outras áreas da minha vida. As ações que realizo são como uma semente plantada, que sei que vão germinar e dar frutos em vida, independentemente da área que for. A benção se apega a nós de uma forma automática, de você se transformar a partir do momento que transforma a vida de alguém.

Relembre um momento marcante da sua atuação como voluntário(a).

Meu esposo também atua como voluntário. Realizamos algumas ações juntos. Acho que o momento mais marcante foi quando estivemos em uma instituição realizando uma ação social. Uma das crianças assistidas, em um momento de muita felicidade, abraçou o meu esposo e pediu para que a gente a levasse para casa.

Naquela hora, nos emocionamos demais por ver a alegria daquela criança, que foi motivada pela nossa ação, a ponto de ela querer continuar perto de nós. Lembro que dissemos à criança que a alegria que ela sentia nunca iria acabar se ela assim quisesse.

Quais sentimentos o trabalho voluntário despertou em você?

A gratidão. Por todas as oportunidades e por tudo o que vivi nas experiências com o voluntariado. E também o amor que supera qualquer dificuldade para que a gente possa fazer algo em benefício do próximo.

Você descobriu alguma nova habilidade ou característica que não imaginava que tinha depois de se tornar voluntário(a)?

Como Embaixadora do Comitê de Santarém, sempre atuei na liderança das equipes durante o Dia dos Voluntários Telefônica. Mas eu tinha vontade de atuar na mão de obra. E em uma das edições do DVT eu fui liderada.

Eu não imaginava que teria capacidade de pintar uma parede, pois sempre achei que a pintura ficaria toda torta. E também não pensava que eu poderia fazer uma horta, fiquei surpresa com essas habilidades que eu descobri ter.

Tenho vontade de costurar, quero tentar. Porque durante muitos anos tive como referência de costura o trabalho da minha mãe. Achava legal vê-la dominando a máquina, controlando o ponto da agulha. Ainda não tive a oportunidade, mas quem sabe em uma próxima ação de voluntariado eu possa colocar isso em prática.

Ser voluntário é…

Transpirar de dentro para fora o sentimento mais precioso que temos: o amor!

“Ser voluntário é transpirar o sentimento mais precioso que temos: o amor”
“Ser voluntário é transpirar o sentimento mais precioso que temos: o amor”