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Os encontros presenciais formativos realizados pelo programa Pense Grande Tech aconteceram em Mato Grosso do Sul e Santa Catarina e foram uma oportunidade para colocar em prática, de maneira imersiva, os conteúdos que vêm sendo trabalhados nas aulas on-line

#CiênciadeDados#Educadores#PenseGrandeTech

Imagem mostra três professores participando de uma dinâmica, são dois homens e uma mulher. Eles estão sentados em volta de uma mesa, mexendo com objetos circulares amarelos que estão sobre a mesa.

Professores e coordenadores que fazem parte do primeiro itinerário formativo em Ciência de Dados nos estados de Mato Grosso do Sul e Santa Catarina estão dedicados ao seu aprimoramento profissional. Desde o mês de março, eles realizam a Trilha de Formação Docente, oferecida pelo programa Pense Grande Tech, da Fundação Telefônica Vivo, e pelo Instituto Ânima, parceiro-executor.

O objetivo da Trilha é possibilitar o aperfeiçoamento das práticas pedagógicas dos educadores por meio de conteúdos e atividades imersivas. De tal forma que compreendam a importância que têm para uma educação de qualidade. Ao mesmo tempo, contribuindo com um mundo mais justo e democrático e aumentando as possibilidades dos estudantes do Novo Ensino Médio, para que sejam protagonistas das suas escolhas.

Nesse sentido, depois de meses de formação composta por momentos síncronos e assíncronos, os educadores tiveram a oportunidade de se conhecerem pessoalmente e viver momentos únicos de trocas e aprendizagem. Isso porque o primeiro encontro presencial formativo, estruturado na metodologia Bootcamp, foi realizado nos dois estados.

“O Bootcamp possibilita aproximar o tema do cotidiano dos estudantes e do nosso. Assim, passaremos a ser porta-vozes dessa formação tão essencial para todos os cidadãos”, afirma a professora Carla Kobielski, coordenadora pedagógica do curso de Ciência de Dados no Centro de Educação Profissional Dr. Jorge Lacerda, em Florianópolis (SC).

De acordo com Márcio Urbaner, coordenador pedagógico do itinerário formativo em Ciência de Dados no Centro Estadual de Educação Profissional Maria de Lourdes Widal Roma, em Campo Grande (MS), encontros como o Bootcamp são fundamentais para a prática pedagógica dos professores.

“Muitos professores são bons na área de informática, mas têm deficiência na parte didática. Momentos como esse são importantes e precisam acontecer. Porque ajudam na questão metodológica e didática do professor para com os alunos”, acredita.

O que é um Bootcamp? 

Traduzido do inglês, Bootcamp significa “campo de treinamento”. O termo faz menção aos soldados do exército dos Estados Unidos, que foram submetidos a treinamentos intensivos durante a Guerra Fria.

Embora a proposta da Trilha de Formação Docente em Ciência de Dados também seja intensificar a aprendizagem, o objetivo maior nesse caso foi a interação.

“Afinal, aprender é uma atividade social. A partir dessa troca, os professores refletem sobre suas práticas e se colocam no papel dos estudantes. Principalmente porque durante o Bootcamp eles têm a oportunidade de vivenciar as mesmas atividades que vão aplicar em sala de aula”, explica Alessandra Silva, Gerente de Formação de Professores do Instituto Ânima.

Além disso, os Bootcamps resultam de todo processo formativo que aconteceu on-line ao longo dos últimos meses. A ideia foi reunir o aprendizado técnico e pedagógico em uma imersão presencial.

“Ainda que os professores estejam acostumados a lidar com análises de dados muito mais complexas, aqui a gente traz atividades mais próximas da realidade dos estudantes. Justamente para que eles sejam capazes de aplicar a Ciência de Dados no dia a dia”, conclui Alessandra.

Em Mato Grosso do Sul, professores apontam o Bootcamp como oportunidade de atualização profissional 

Em Campo Grande, o Bootcamp aconteceu em 25 de junho. A prática proporcionou aos professores da Trilha de Formação Docente em Ciência de Dados e Inglês uma nova experiência.

Separados em grupos, eles realizaram cinco atividades. Todas estimulavam a coleta e a análise de dados. A mais comentada foi o Escape Room. Nessa gamificação, era preciso resolver enigmas que envolviam conhecimentos em Ciência de Dados.

“O Escape Room deu um foco legal na didática de Ciência de Dados. Assim como na criação de histórias e na prestação de conteúdo para os alunos. É uma atividade lúdica que vai cativar estudantes e professores”, declara Luiz Fernando Ramiro. Ele é professor de Informática Aplicada no Centro Estadual de Educação Profissional Hercules Maymone (Campo Grande).

Os formadores apresentaram novas perspectivas não só sobre o tema central, como também sobre sua aplicabilidade em sala de aula. Assim, foi possível notar o engajamento dos participantes nas atividades. Como resultado, professores avaliaram o Bootcamp como uma oportunidade de atualização profissional.

O professor Genilson de Souza é um dos cursistas de destaque da Trilha de Formação Docente. Ele dá aulas de Ciência de Dados na Escola Estadual Professor João Magiano Pinto (Três Lagoas). Ouça o seu depoimento!

Davi Oliveira dos Santos, coordenador de políticas para o Ensino Médio e Educação Profissional da Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso do Sul (SED-MS), destaca a importância do itinerário de Ciência de Dados para a rede de ensino.

“A oferta de cursos técnicos experimentais é prevista em lei. Porque esse é o caminho para buscar novas habilitações que sejam aderentes à transformação da sociedade. A atividade do Cientista de Dados leva a uma ocupação real no mundo do trabalho. Precisamos formar, com políticas institucionais sistematizadas, esse profissional. E daí vem a implementação de cursos técnicos experimentais”, declara.

 

Bootcamp em Santa Catarina aproxima Ciência de Dados do cotidiano 

Nos dias 5 e 6 de julho, foi a vez de professores de Santa Catarina vivenciarem as atividades imersivas propostas pelo Bootcamp. A diversidade de atividades foi o que chamou atenção dos mais de 30 profissionais da educação presentes no evento.

Enquanto alguns professores cursistas fizeram carreira em empresas de tecnologia, outros já acumulavam experiências na educação básica.

É o caso de Carlos Alberto de Lima, que tem formação em Ciência da Computação, trabalhou por muitos anos com Marketing Digital, foi orientador do curso técnico de Comércio no Centro de Educação Profissional (Cedup), e agora está à frente do itinerário formativo em Ciência de Dados.

“A Trilha de Formação Docente têm acrescentado muito do ponto de vista pedagógico, principalmente em relação ao planejamento de aulas e estratégias que aproximam a Ciência de Dados do cotidiano dos estudantes”, complementa o professor, que dá aula para uma turma de 30 estudantes na Escola de Educação Básica Heriberto Hulse (Criciúma).

Só para ilustrar, uma das atividades que se destacou durante o evento tinha como objetivo analisar três pacotes de bala e extrair deles alguns dados. Sem um critério definido para a análise, os professores podiam usar balanças, réguas e o computador para coletar e interpretar as informações como quisessem.

“Como já trabalhei com design, notei que as cores mais quentes como vermelho e amarelo vêm em maior quantidade no pacote. Faz sentido porque elas abrem o apetite. Então, esse tipo de atividade é muito bacana para estimular o senso crítico e o pensamento computacional nos estudantes. E no final eles ainda podem ficar com as jujubas!”, brinca Carlos.

O professor Paulo Sergio Melniski, que leciona as disciplinas de Banco de Dados, Lógica de Programação e Transformação Digital na Escola de Educação Básica Coronel Ernesto Bertaso (Chapecó), também reforçou a importância da atividade.

O que os professores estão achando da Trilha de Formação Docente?

Confira a opinião de educadores de Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina, que estão se aperfeiçoando com os conteúdos da formação e como ela será importante para as atividades em sala de aula.

Professores que realizam a Trilha de Formação Docente em Ciência de Dados participam de Bootcamps
Professores que realizam a Trilha de Formação Docente em Ciência de Dados participam de Bootcamps